O ex-prefeito de Cacoal e pré-candidato ao governo de Rondônia, Adaílton Fúria (PSD), afirmou que, mesmo com o apoio do governador Marcos Rocha (PSD), pretende conduzir uma eventual gestão com autonomia. A declaração foi feita durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, ao comentar como pretende se posicionar diante do atual cenário político estadual e das cobranças que devem surgir ao longo da campanha.
“O governador coronel Marcos Rocha é uma coisa, e o ex-prefeito Adaílton Fúria é outra.”
Ao abordar a relação com o atual chefe do Executivo, Fúria deixou claro que não participou das decisões do governo estadual e que seguirá uma linha própria de gestão caso seja eleito. Segundo ele, o apoio político não implica compromisso automático com a continuidade de todas as ações da atual administração.
“Da mesma maneira que eu entendo que a partir de 2027 eu vou tocar o governo do meu jeito.”
Durante a entrevista, o pré-candidato também destacou sua trajetória política e administrativa como base para a disputa eleitoral, ressaltando a experiência acumulada à frente da Prefeitura de Cacoal e os resultados obtidos no município. Nesse contexto, afirmou reunir condições para representar uma mudança no comando do Executivo estadual, inclusive sob o aspecto simbólico de origem.
“Eu tenho condições de ser o primeiro governador nascido no estado de Rondônia.”
Fúria apontou a saúde pública como principal marca de sua gestão municipal, citando investimentos em estrutura hospitalar, ampliação do atendimento e criação de unidades voltadas a públicos específicos. Segundo ele, esse foi o setor que mais impactou a população e contribuiu para os índices de aprovação obtidos durante seu mandato.
“Se tem um marco que você pode perguntar… é a saúde.”
O pré-candidato também fez críticas à situação da BR-364, especialmente após a implantação de pedágios, afirmando que a população enfrenta custos sem retorno proporcional em qualidade na rodovia. Ele relatou a própria experiência ao percorrer cerca de 500 quilômetros até Porto Velho para participar da entrevista.
“Isso aí é um tapa na cara da sociedade. Você paga pra andar nos buracos.”
Ao longo da conversa, Fúria ainda defendeu maior participação dos municípios na execução de políticas públicas, principalmente na área da saúde, e afirmou que pretende disputar o governo com foco em gestão e enfrentamento de problemas estruturais do estado. Ao final, reforçou o tom de comprometimento com a candidatura.
“Eu não tenho plano B, eu tenho plano A.”
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