A administração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria sinalizado ao governo de Cuba que a continuidade das negociações entre os dois países dependeria do afastamento do presidente Miguel Díaz-Canel, segundo informações publicadas pelo The New York Times.
De acordo com a reportagem, baseada em fontes familiarizadas com as conversas diplomáticas, a proposta dos Estados Unidos inclui a saída de Díaz-Canel como condição para avançar em acordos mais amplos. O país é governado por um regime comunista há mais de seis décadas.
As mesmas fontes indicam que, até o momento, Washington não estaria buscando mudanças diretas envolvendo membros da família Castro, que ainda exercem influência política no país.
Segundo integrantes da administração americana, a substituição do atual presidente poderia abrir caminho para reformas econômicas e estruturais em Cuba, consideradas pouco prováveis sob a liderança de Díaz-Canel.
Ainda de acordo com o jornal, caso o governo cubano aceite essa possibilidade, o movimento representaria uma das mudanças políticas mais significativas no contexto das negociações entre os dois países.
Uma das fontes ouvidas afirmou que a saída do presidente cubano também teria valor simbólico para Trump, que poderia apresentar o gesto como uma vitória política diante de um governo historicamente adversário dos Estados Unidos.
Negociadores americanos também defendem o afastamento de figuras antigas do regime, associadas às diretrizes de Fidel Castro, além da liberação de presos políticos como parte das exigências.



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