A população do município de Guajará-Mirim, na região de fronteira de Rondônia, segue aguardando um posicionamento oficial da Caixa Econômica Federal sobre a reativação das casas lotéricas que deixaram de operar na cidade desde dezembro de 2025. Passados mais de três meses da interrupção dos serviços, usuários relatam dificuldades para acessar operações financeiras básicas e serviços vinculados à instituição bancária federal.
Na época do fechamento das unidades lotéricas, a reportagem do Guajará Notícias buscou informações junto à agência local da Caixa. Conforme esclarecido pela gerência da instituição naquele momento, a suspensão das atividades estaria relacionada a procedimentos administrativos internos, voltados à preparação de um novo chamamento público para concessão das permissões lotéricas no município.
Segundo a Caixa, o processo de concessão de unidades lotéricas segue regras estabelecidas em normativas internas e na legislação que regula o sistema de permissões públicas. Dessa forma, a abertura ou reabertura de casas lotéricas depende da realização de processo seletivo público, no qual interessados apresentam propostas para operar os serviços autorizados pela instituição financeira. A gerência também destacou que eventuais atualizações sobre o andamento desse processo seriam divulgadas exclusivamente pelos canais institucionais oficiais da Caixa Econômica Federal.
Entretanto, mesmo após o período de aproximadamente mais de três meses desde a suspensão das atividades, moradores de Guajará-Mirim afirmam ainda não ter recebido informações concretas sobre a previsão de retomada dos atendimentos. A ausência das unidades tem gerado transtornos, sobretudo para usuários que dependem dos serviços oferecidos pelas lotéricas, como pagamento de boletos, recebimento de benefícios sociais, saques, depósitos e registro de apostas nas modalidades de loterias administradas pela Caixa.
Diante da falta de atendimento na cidade, alguns apostadores relataram que passaram a se deslocar até o município vizinho de Nova Mamoré, localizado a cerca de 40 quilômetros de Guajará-Mirim, para registrar apostas e realizar outras operações disponíveis nas casas lotéricas.
Outro ponto levantado por moradores diz respeito às limitações no uso dos aplicativos digitais da instituição. Embora a Caixa ofereça plataformas eletrônicas para pagamentos e outras transações financeiras, parte da população, especialmente pessoas idosas ou com menor familiaridade com tecnologia, encontra dificuldades para utilizar esses recursos, mantendo a dependência do atendimento presencial nas unidades lotéricas.
Diante da situação, o Guajará Notícias, em atenção às demandas da população da chamada Pérola do Mamoré, mantém espaço aberto para manifestação oficial da Caixa Econômica Federal, com o objetivo de esclarecer em que fase se encontra o processo administrativo ou licitatório para a concessão e reabertura das casas lotéricas no município.
Enquanto isso, moradores seguem aguardando uma definição que permita restabelecer o acesso regular aos serviços prestados pelas unidades lotéricas, consideradas importantes pontos de atendimento financeiro para a comunidade local.



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