PORTO VELHO, RO - Um dos assuntos de maior evidência durante a semana na política regional foi o anúncio da pré-candidatura do senador e presidente regional do PL, Marcos Rogério, ao governo do Estado, e não à reeleição ao Senado, como se propagava. Além disso, surgiu a informação de que o ex-prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves, que está deixando a presidência estadual do PSDB, seria parceiro na disputa pela sucessão estadual.
As eleições gerais estão se aproximando (4 de outubro, primeiro turno) e a movimentação em torno das candidaturas é crescente. O principal tema da semana foi a possibilidade de uma parceria entre Rogério e Chaves na disputa pelo cargo de governador, atualmente ocupado, em segundo mandato consecutivo, por Marcos Rocha, que assumiu recentemente a presidência do PSD em Rondônia e pretende eleger o sucessor.
Marcos Rogério e Hildon Chaves são dois políticos vitoriosos no Estado. Rogério foi vereador em Ji-Paraná, deputado federal e hoje é senador. O próximo desafio em sua trajetória política seria governar Rondônia.
Hildon Chaves governou Porto Velho, capital do Estado, por dois mandatos consecutivos. Deixou a administração com avaliação considerada positiva, já que pesquisas realizadas no período em que deixou a prefeitura registraram mais de 70% de aprovação da população.
O bom desempenho de Chaves na prefeitura não se refletiu apenas em sua reeleição em 2020. A esposa, Ieda Chaves, elegeu-se deputada federal em 2022 com a segunda maior votação, somando 24.667 votos, mesmo sem ter participado de eleições anteriores. Os dados indicam que ela não deverá enfrentar dificuldades para conquistar um segundo mandato, devido ao trabalho social que realiza na capital e no interior, mesmo exercendo função legislativa e não executiva.
Ignorar que Rogério e Chaves são lideranças expressivas no Estado seria desconsiderar a realidade política de Rondônia. Ambos são políticos ligados à direita, embora em posições diferentes no espectro político: Marcos Rogério mais associado à direita mais dura, enquanto Hildon Chaves é identificado com posições de centro. A dúvida que permanece é quem será o candidato a governador e quem aceitará a posição de vice na eventual composição.
Quando entrou na política para disputar o primeiro mandato de prefeito de Porto Velho, em 2016, os planos de Chaves eram popularizar o nome para, dois anos depois, disputar uma das vagas ao Senado. Nas pesquisas realizadas uma semana antes da eleição, ele ainda não havia alcançado dois dígitos. Acabou se elegendo prefeito, e a reeleição em 2020 foi consequência do trabalho desenvolvido nos primeiros quatro anos de gestão.
A carreira política de Marcos Rogério seguiu outro caminho. Ele iniciou na vereança em Ji-Paraná, passou pela Câmara dos Deputados e chegou ao Senado. Nas eleições gerais de 2022 disputou o governo do Estado, chegou ao segundo turno e obteve 47,53% dos votos, enquanto Marcos Rocha alcançou 52,47%.
Pesquisas da época, realizadas por institutos especializados, apontavam Rogério como favorito em determinados momentos da campanha, mas o resultado final foi diferente nas urnas. Marcos Rocha acabou reeleito com 52,47% dos votos válidos, enquanto Rogério obteve 47,53%.
Até o primeiro turno das eleições deste ano, muitos embates ainda deverão ocorrer em torno da sucessão estadual. Mesmo assim, a possibilidade de uma parceria entre Chaves e Rogério é apontada como praticamente definida nos bastidores políticos. Uma chapa formada pelos dois se encaixaria na lógica eleitoral, pois reúne nomes com peso político. Ambos já demonstraram força em disputas anteriores e possuem domicílios eleitorais em cidades distintas — Hildon em Porto Velho e Rogério em Ji-Paraná — os dois maiores colégios eleitorais de Rondônia.
Dentro das expectativas sobre possíveis nomes para disputar o governo e a vice-governadoria, surgem também dois prefeitos do interior que foram reeleitos em 2024 com votações expressivas e que buscam parceiros em Porto Velho para formatar suas chapas.
É o caso de Adailton Fúria (PSD), prefeito de Cacoal, e de Flori Cordeiro (Podemos), prefeito de Vilhena. Ambos conquistaram a reeleição e são apontados como nomes que poderiam disputar o governo do Estado nas eleições de outubro.
Flori e Fúria contam com bases políticas na capital. Fúria pertence ao PSD, partido ao qual se filiou recentemente o governador Marcos Rocha, que assumiu a presidência regional da legenda. Como Rocha já declarou publicamente que não deixará o cargo seis meses antes das eleições, como prevê a legislação eleitoral para quem pretende disputar o Senado, Fúria poderá contar com a estrutura política do grupo durante o período eleitoral.
No caso de Flori, há o apoio do presidente regional de seu partido, o atual prefeito de Porto Velho, Leo Moraes. Ele foi eleito em 2024 em uma disputa considerada histórica, ao vencer no segundo turno (56,18% contra 43,82%) a ex-deputada federal Mariana Carvalho (União Brasil), que havia liderado o primeiro turno com 44,02%, contra 25,09%.
Leo Moraes já foi vereador em Porto Velho, deputado estadual e deputado federal e, desde janeiro de 2025, exerce o cargo de prefeito da capital. Em uma eventual candidatura de Flori ao governo, Leo poderia indicar um nome da capital para compor a vice, garantindo ao candidato um suporte político-eleitoral relevante. A parceria entre capital e interior costuma ser considerada estratégica nas disputas estaduais.
O destaque político da semana, entretanto, foi a possibilidade de formação da parceria entre Marcos Rogério e Hildon Chaves, duas lideranças relevantes no cenário político de Rondônia e que podem ter papel importante na disputa pela sucessão estadual.
Mulher – No domingo (8) serão realizadas as comemorações do Dia Internacional da Mulher. Como temos a convicção de que todos os dias são das mulheres, pois sem elas não estaríamos aqui, ficam registradas as bênçãos e homenagens a todas. A referência pessoal é minha querida mãe, Maria de Lourdes Alves da Costa, a Dona Nanza. Mãe de oito filhos, dona de casa exemplar, verdadeira administradora do lar, que lavava roupas na tábua e passava tudo no ferro à brasa. Preparava café da manhã, almoço, café da tarde — quando o padeiro passava — e jantar. Não tinha empregada e, uma vez por semana, ainda trabalhava limpando o consultório de um dentista na nossa querida Garça para ajudar o Sr. Jurandir a sustentar os filhos. A bênção, Dona Nanza! Saudades e gratidão eternas.



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