O novo líder supremo do Irã, Motjaba Khamenei, afirmou que Teerã não irá renunciar à vingança em uma mensagem nas redes sociais nesta quarta-feira (18).
O líder iraniano, que se pronunciou pela primeira vez desde que foi escolhido para o cargo há seis dias, usou a foto de um bebê morto na guerra para ilustrar seu post, que citou também o assassinato do pai dele, o aiatolá Ali Khamenei, no primeiro dia de ataques dos Estados Unidos e Israel.
"Dou a todos a certeza de que não renunciaremos à vingança pelo sangue dos seus mártires. A vingança que temos em mente não se limita ao martírio do grandioso líder da Revolução; cada membro da nação que seja martirizado pelo inimigo torna-se, por si só, um caso independente no dossiê da vingança", disse Motjaba no texto.
Primeiro pronunciamento
O Irã "vingará o sangue de seus mártires", manterá o Estreito de Ormuz fechado e atacará bases americanas, disse o novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, em um comunicado lido na televisão estatal nesta quinta-feira (12).
As declarações foram suas primeiras desde que ele foi escolhido como sucessor do pai, morto em um ataque dos Estados Unidos e de Israel no primeiro dia de guerra.
Na mensagem lida pelo apresentador, Motjaba fez ameaças aos Estados Unidos e anunciou novos ataques a bases militares do país no Oriente Médio:
"Todas as bases americanas da região devem ser fechadas imediatamente. Essas bases serão atacadas", afirmou, acrescentando: 'O Irã não se absterá de vingar o sangue de seus mártires".
Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei, em 2019 — Foto: AP Photo/Vahid Salemi/File
Pressionado pelos países vizinhos, alvos dos ataque retaliatórios iranianos contra os EUA e Israel desde o começo da guerra, Khamenei defendeu a ofensiva de Teerã. Disse que o país acredita na "amizade" com eles e, por isso, está atingindo apenas bases militares, mas que é "inevitável continuar".
Motjaba também afirmou que o fechamento do Estreito de Ormuz precisa ser mantido porque é um "instrumento de pressão contra o inimigo".
O líder supremo ainda agradeceu aos "combatentes da Frente de Resistência" - com membros de grupos extremistas como o libanês Hezbollah e o palestino Hamas -, que se juntaram ao país em ataques contra os EUA e Israel desde o início da guerra, e os descreveu como os melhores amigos do Irã:
"A Frente de Resistência é parte inseparável dos valores da Revolução Islâmica".
Pouco antes do discurso (veja a íntegra abaixo), Motjaba criou um perfil oficial para ele nas redes sociais e divulgou sua assinatura, junto com as de seus dois antecessores.



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