PORTO VELHO, RO — O cenário da sucessão estadual em Rondônia segue em expansão e já reúne diferentes pré-candidaturas. O senador Marcos Rogério, do PL, lançou recentemente seu nome ao governo com apoio de lideranças nacionais, como o senador Flávio Bolsonaro. Também desponta o prefeito de Cacoal, Adailton Fúria, do PSD, que conta com respaldo político do governador Marcos Rocha e do ex-senador Expedito Júnior. No mesmo ambiente, surgem ainda o nome de Expedito Netto, pelo PT, e uma possível candidatura de Rafael Claros, ligado ao MDB.
Nesse contexto, o ex-prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves, passou a integrar oficialmente a disputa ao deixar o PSDB e se filiar ao União Brasil, dentro da articulação da União Progressista. A mudança representa uma reconfiguração de posição política, já que ele presidia o diretório estadual tucano e vinha sendo procurado por outras siglas.
A nova composição reúne lideranças com atuação no estado, como os deputados federais Maurício Carvalho e Sílvia Cristina, esta já colocada como pré-candidata ao Senado. Também integram o grupo o vice-governador Sérgio Gonçalves, o ex-chefe da Casa Civil Júnior Gonçalves e a ex-deputada Mariana Carvalho.
A filiação foi oficializada na quarta-feira, 18 de março, em Brasília, com a presença de ACM Neto e Antônio de Rueda. Com a entrada no novo grupo político, Hildon passa a ocupar posição estratégica na federação formada por União Brasil e Progressistas, ampliando sua presença no cenário estadual.
No mesmo movimento, foi anunciada a composição da chapa com o deputado estadual Cirone Deiró, do União Brasil, indicado como pré-candidato a vice-governador. A articulação busca fortalecer a atuação política tanto na capital quanto no interior de Rondônia.
A base partidária da candidatura está vinculada à União Progressista, aliança entre União Brasil e PP, que ainda aguarda decisão do Tribunal Superior Eleitoral, prevista para o dia 26 de março. Caso seja confirmada, a federação deverá atuar de forma unificada nas eleições.
Nos bastidores, alterações recentes no primeiro escalão do governo estadual vêm sendo associadas por analistas políticos às movimentações para 2026, indicando reorganização de forças entre grupos aliados.
Com a entrada de Hildon Chaves, a disputa pelo Palácio Rio Madeira ganha mais um nome e reforça o ambiente de pré-campanha já em andamento, com alianças em construção e definições em curso.



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