A Secretaria Municipal de Saúde de Guajará-Mirim, por meio do setor de Vigilância Epidemiológica, informou a notificação de dois casos suspeitos de infecção pelo vírus Mpox (Monkeypox) no município, localizado na faixa de fronteira com Guayaramerín, na Bolívia. As ocorrências constam em informe epidemiológico atualizado, sendo que o segundo paciente deu entrada no Pronto Socorro do Hospital Regional Nossa Senhora do Perpétuo Socorro no último domingo, 22 de março de 2026.
De acordo com os dados técnicos repassados, o paciente mais recente encontra-se em estado clínico estável, sob isolamento domiciliar, conforme preconizam os protocolos do Ministério da Saúde para casos suspeitos ou confirmados de doenças infectocontagiosas. O acompanhamento está sendo realizado por equipe multiprofissional da rede municipal, com monitoramento contínuo até o encerramento do caso, seja por confirmação ou descarte laboratorial.
As amostras biológicas coletadas dos pacientes foram encaminhadas ao Laboratório Central de Saúde Pública de Rondônia (LACEN), em Porto Velho, unidade de referência responsável pela análise laboratorial por meio de exame específico do tipo RT-PCR, considerado padrão-ouro para detecção do DNA do vírus Mpox. O fluxo segue o protocolo técnico estabelecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS), garantindo rastreabilidade e segurança diagnóstica.
Conforme apurado pela reportagem do Guajará Notícias nesta segunda-feira, 23 de março, junto a profissionais da área da saúde, o tempo médio para liberação dos resultados laboratoriais pode variar, geralmente ocorrendo no prazo estimado de até 7 dias, a depender da demanda e da logística de processamento das amostras no laboratório de referência estadual.
A Vigilância Epidemiológica reforça que, diante da suspeita clínica, são adotadas imediatamente medidas de bloqueio, incluindo isolamento do paciente, investigação de contatos próximos e orientação quanto às medidas de biossegurança, com o objetivo de interromper possíveis cadeias de transmissão.
A Mpox é uma doença viral zoonótica, transmitida principalmente por contato direto com lesões cutâneas, fluidos corporais, secreções respiratórias ou objetos contaminados. Entre os principais sintomas estão febre, linfadenopatia (ínguas), erupções cutâneas características e mal-estar geral.
Apesar de os casos ainda estarem sob investigação, a Secretaria de Saúde orienta a população a manter atenção aos sinais clínicos e a procurar atendimento médico ao apresentar sintomas compatíveis, além de evitar contato direto com pessoas com lesões suspeitas.
O município aguarda a conclusão dos exames laboratoriais para confirmação diagnóstica e possível atualização do cenário epidemiológico local. Até o momento, não há confirmação oficial de casos positivos, permanecendo ambos sob classificação de suspeitos.



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