Após o reconhecimento expressivo com o curta-metragem “Planeta Fome”, animação distópica amazônica selecionada para mais de 90 festivais de cinema no Brasil e no exterior, o diretor Édier William apresenta seu novo trabalho, “A Guerra da Água”.
O filme é uma animação 2D ambientada em um futuro pós-apocalíptico onde a água se tornou o recurso mais escasso e disputado do planeta. Nesse cenário, a Amazônia surge como o último território com reserva hídrica, tornando-se alvo de controle, exploração e conflito.
A narrativa acompanha Água, uma jovem que vive em uma colônia ilegal na região da antiga Amazônia e luta pela sobrevivência de sua comunidade diante da escassez extrema e da vigilância de cidades tecnologicamente avançadas, que monopolizam os recursos naturais.
Assista ao trailer: https://www.youtube.com/watch?v=uXC0I85v2N0
O projeto foi contemplado no Edital 001/2024/SEJUCEL/SIEC, por meio da Lei Paulo Gustavo, evidenciando a importância dos investimentos públicos no fortalecimento do audiovisual brasileiro, especialmente em regiões historicamente sub-representadas, viabilizado a produção de obras autorais e promovendo a diversidade estética, descentralização cultural e o desenvolvimento de novas linguagens no cinema nacional.
Para o diretor, a obra nasce de um atravessamento entre imaginação e realidade “Fazer ficção científica na Amazônia é, de certa forma, olhar para o presente com um pouco de deslocamento. A gente cria um futuro distópico, mas ele não está tão distante assim. Há dois anos, vimos uma seca histórica atingir a Amazônia, rios desaparecerem, comunidades isoladas. ‘A Guerra da Água’ parte desse lugar de entender que o colapso não é uma hipótese distante, ele já começou. O cinema entra como ferramenta de alerta.”
Segundo o diretor “A Guerra da Água” tensiona as fronteiras entre fantasia e realidade, utilizando a linguagem da animação para potencializar uma discussão urgente sobre sustentabilidade, desigualdade e o futuro dos recursos naturais.
O trailer do filme reafirma o potencial do cinema produzido na região Norte como espaço de inovação estética e reflexão política, conectando o território amazônico a debates globais contemporâneos.



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