Publicada em 02/02/2026 às 09h27
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atacou o Grammy e ameaçou processar o apresentador da premiação, o comediante Trevor Noah, em um post na rede Truth Social nesta segunda-feira (2).
Trump, que teve uma relação de amizade com Jeffrey Epstein nos anos 90 e aparece em fotos e documentos dos arquivos da investigação contra o bilionário, que supostamente se suicidou na cadeia após ser preso por tráfico internacional de mulheres, não ficou feliz com uma piada que o ligava ao caso.
"A cerimônia do Grammy é a pior, praticamente impossível de assistir. O apresentador, Trevor Noah, seja lá quem for, é quase tão ruim quanto Jimmy Kimmel na cerimônia do Oscar, que tem baixa audiência. Noah disse, incorretamente sobre mim, que Donald Trump e Bill Clinton passaram um tempo na Ilha Epstein. Errado! Não posso falar por Bill, mas nunca estive na Ilha Epstein, nem perto disso, e até a declaração falsa e difamatória de hoje à noite, nunca fui acusado de estar lá, nem mesmo pela mídia de notícias falsas", irritou-se o republicano.
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A piada feita por Trevor Noah foi sobre a ilha particular que Epstein tinha no Caribe, onde ele dava festas e recebia vários convidados famosos. Era para lá, segundo suas vítimas, que ele levava as mulheres que traficava para atender ele e os amigos para fins sexuais.
"Esse é um Grammy que todo artista deseja quase tanto quanto Trump deseja a Groenlândia, o que faz sentido, já que a ilha de Epstein não existe mais, ele precisa de uma nova para ficar passando tempo com Bill Clinton", disse o comediante.
Durante a cerimônia de premiação, que durou mais de três horas, além de Noah, algumas das maiores estrelas da música não pouparam críticas ao governo federal, principalmente em relação à repressão contra imigrantes e à truculência dos agentes do ICE.
No fim de seu post, Trump disse que vai "pedir uma grana preta" a ele na Justiça:
"Noah, um completo perdedor, é melhor se informar direito e rápido. Parece que vou mandar meus advogados processar esse pobre, patético, sem talento e idiota MC, e pedir uma grana preta para ele".
Os arquivos caso Epstein
Nesta sexta-feira (30), o Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgou mais de 3 milhões de páginas dos arquivos do caso de Epstein e anunciou o fim da revisão do material.
Segundo o vice-procurador-geral, Todd Blanche, a nova leva inclui mais de 2 mil vídeos e 180 mil imagens, que têm "grandes quantidades de pornografia comercial".
Um documento incluído neles cita detalhes de uma denúncia antiga contra Trump, por suposto estupro de uma menor de idade.
O crime teria ocorrido em 1994, quando a vítima, que estava em Nova York para tentar a carreira de modelo, tinha 13 anos de idade. Segundo a denúncia, tudo ocorreu em uma das festas dadas por Epstein.



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