Publicada em 12/02/2026 às 08h35
A polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro
CARO LEITOR, pesquisas apontam o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) polarizado com o presidente Lula (PT-RJ) no primeiro e segundo turno das eleições de outubro. Desse modo, ninguém mais acredita, a essa altura do campeonato, que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ), desista da candidatura familiar em nome do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Alguns analistas políticos disseram que o nome de Flávio Bolsonaro na corrida presidencial não passava de um balão de ensaio, porém, pesquisas recentes projetam o nome do Zero Um do capitão e o desenho de um cenário definitivo da sua candidatura à Presidência da República. Um sinal de que Tarcísio já era é o fato de que seu nome nem foi testado na nova pesquisa. Neste caso, não existe mais dúvida na extrema-direita em relação à viabilidade eleitoral do nome de Flávio Bolsonaro para encarar o presidente Lula (PT-SP) na corrida presidencial. Assim, a disputa pelo Palácio do Planalto, para surpresa de ninguém, se projeta como duríssima, talvez com o mesmo nível de polarização nas urnas como visto nas eleições de 2022 entre Lula e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ). É o que os números das pesquisas apontam.
Competitiva
Na segunda-feira (09), o novo levantamento Real Time Big Data evidenciou a competitividade do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na briga pelo Palácio do Planalto. O que começou como uma aventura na corrida presidencial se torna uma candidatura competitiva.
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A pesquisa Real Time Big Data entrevistou 2.000 eleitores em todo o território nacional, entre os dias 6 e 7 de fevereiro, por meio de entrevista presencial. A margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa foi realizada com recursos do próprio instituto e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-06428/2026.
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Efeito
O presidente Lula (PT-SP) sofre o mesmo efeito do ex-presidente dos EUA Joe Biden (Democratas) em relação à economia, ou seja, os números são favoráveis e a inflação segue controlada, mas não consegue atrair o voto do eleitor.
Semelhança
Além da pauta econômica, da idade e da lucidez, o presidente Lula (PT-SP) tem outra semelhança com o ex-presidente dos EUA Joe Biden (Democratas): as agendas controladas pelas primeiras-damas e assumindo explicitamente um papel ativo na política e no governo dos seus respectivos maridos, escapando do papel tradicional de primeira-dama.
Mandato
O senador Confúcio Moura (MDB), o senador Marcos Rogério (PL), o deputado federal Fernando Máximo (União) e a deputada federal Sílvia Cristina (PP), têm uma situação em comum na disputa majoritária. Se qualquer um do quarteto se der mal nas urnas deste ano, fica sem mandato.
Alternativa
O veterano na política rondoniense, senador Confúcio Moura (MDB), tem a alternativa de disputar a reeleição ou se lançar na disputa pelo Palácio Rio Madeira. Contudo, a primeira opção é mais coerente mediante o trabalho que realiza em favor do estado e não reconhecido pelo eleitor se considerar os números das pesquisas de consumo interno.
Lideram
Já o senador Marcos Rogério (PL) pode recuar da pré-candidatura ao governo e concorrer à reeleição – o risco seria menor, no seu lugar, o deputado federal Fernando Máximo (União) entraria na disputa pelo Palácio Rio Madeira. Tanto Rogério quanto Máximo lideram as pesquisas registradas e de consumo interno para o governo e Senado.
Lógica
Agora, o drama mesmo está para o deputado federal Fernando Máximo (União) e a deputada federal Silvia Cristina (PP), pré-candidatos a senadores e – parece um consenso universal – seriam eleitos para o mesmo cargo com os pés nas costas. Ocorre que ambos estão decididos a brigar por um mandato de senador. Se der a lógica Bruno do Bolsonaro (PL) na hora do voto, não dúvida de que um dos dois vai dançar.
Azarão
Para embolar um pouco mais o cenário nessa guerra pelo Senado, ainda correm por fora o deputado estadual Rodrigo Camargo (Republicano). Ele é terrivelmente católico, crítico ferrenho do PT e oposicionista ao governo do Coronel Marcos Rocha (PSD). Mesmo que seja visto como azarão, é um nome com potencial de voto para provocar estragos.
Imprevisível
É por isso que tal panorama gera tantas conjecturas e as mais variadas projeções para as eleições de outubro próximo. Neste caso, a quantidade de candidatos ao Senado faz desta eleição a mais concorrida e, pode-se dizer, a mais imprevisível das últimas décadas. Pode apostar.
Renunciar
A situação não é muito diferente entre os prefeitos, Delegado Flori (Podemos) e Adailton Fúria (PSD), ambos candidatos a governadores e estão no meio do mandato, portanto, para concorrer ao Palácio Rio Madeira, precisam renunciar em abril próximo. Qualquer um que perder a eleição fica sem mandato.
Dilema
O dilema dos prefeitos, Delegado Flori (Podemos) e Adailton Fúria (PSD), ambos candidatos a governadores, precisa renunciar ao mandato, ou seja, tomar uma decisão muito bem calculada, porque quem perder na disputa pelo Palácio Rio Madeira, ficará quatro anos longe dos espaços de poder.
Esperando
Os pré-candidatos a governador, prefeito de Vilhena, Delgado Flori (Podemos), e o prefeito de Cacoal, Adailton Fúria (PSD), também não poderiam entrar na disputa pelo Palácio Rio Madeira, ficando até o fim do mandato. Contudo, ficariam dois anos longe dos espaços de poder, ou seja, esperando as eleições de 2030.
Avança
O deputado federal Lúcio Mosquini (MDB) recua nas tratativas com o PL para garantir a sua reeleição à Câmara dos Deputados. Neste caso, Lúcio avança nos diálogos com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), para ingressar no Podemos para disputar a reeleição.
Recua
O ex-deputado estadual e ex-prefeito de Ji-Paraná, Jesualdo Pires (sem partido), também recua das tratativas de possível ingresso no PSD para disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados. Jesualdo deverá mesmo disputar o mandato de deputado federal pela federação União Progressista (UP).
Assumiu
O braço direito do governador Coronel Marcos Rocha (União) e secretário-chefe da Casa Civil, Elias Rezende, ganhou a queda de braço com os Irmãos Gonçalves e assumiu o comando da federação partidária Renovação Solidária formada pelo PRD e Solidariedade. Elias agora comanda um grupo que já nasce com o apoio de seis deputados estaduais, consolidando uma das bases mais fortes da Assembleia Legislativa.
Testoni
A tradicional família Testoni da política de Ouro Preto do Oeste já ocupou por duas vezes uma cadeira na Assembleia Legislativa de Rondônia (ALERO). Primeiro foi com Alex Testoni e depois, com seu irmão, Jacques Testoni. Agora, Alex deverá eleger o seu filho, Nim Testoni, deputado estadual nas eleições de outubro.
Gedeão
O vereador de Porto Velho, Gedeão Negreiros (PSDB), tem visitado os bairros da capital com frequência. Por último, visitou o bairro Nova Floresta e, em seguida, apresentou pedido de providências à Secretaria Municipal de Infraestrutura (SEINFRA), solicitando a realização urgente de serviços de tapa-buracos no referido bairro.
Davino
O vereador de Guajará-Mirim, Davino Serrath (União), com apoio do deputado estadual Alan Queiroz (Podemos), adquiriu um trailer adaptado como ambulatório médico. Serrath está realizando atendimento médico nos bairros da Pérola do Mamoré.
Sério
Falando sério, os “patriotas” comemoram o desempenho do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas sondagens de opinião pública. Preto no branco, os dados atestam que o Zero Um do capitão Bolsonaro segue fortíssimo na guerra pelo Palácio do Planalto. Já o presidente Lula (PT-SP), em qualquer cenário, continua mantendo a dianteira, com potencial de avanços e ganhar a eleição no primeiro turno.



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