Publicada em 18/02/2026 às 11h10
O escândalo do banco Master revela uma república apodrecida do Brasil real.
CARO LEITOR, a República do Brasil comemora em 15 de novembro desse ano, 136 anos de existência depois do Golpe Militar do Marechal Deodoro da Fonseca, que colocou fim no reinado de Dom Pedro II, por sua vez, substituindo a monarquia imperial pela forma de governo republicano. Neste caso, o início da Era Republicana. Historicamente, a República do Brasil passou por cinco mudanças da sua estrutura de poder político ao longo da sua existência e alternância entre regimes democráticos e autoritários: Primeira República (1889-1930); Era Vargas (1930-1945); República Populista (1945-1964); Ditadura Militar (1964-1985) e Nova República (1985-atualidade). A república brasileira, com mais de um século de existência, já foi testemunha de muitos escândalos de corrupção, causando a perplexidade da população. Contudo, os escândalos do passado e do presente, a exemplo do escândalo do banco Master, revelam uma república apodrecida no Brasil real.
Memória
Recordar é preciso, principalmente para a população brasileira que tem memória curta. Cada governo central foi marcado por escândalos de corrupção, a exemplo do escândalo dos Atos Secretos no governo Sarney (1985-1990).
Collor-Itamar
O escândalo da rede de cobrança de propinas movimentadas em contas fantasmas no governo Collor (1990-1992), culminou com o seu impeachment. Em seguida, o escândalo dos anões do orçamento no governo de Itamar Franco (1992-1994).
FHC
O escândalo da compra da reeleição, precatórios, evasão de divisas e rede de propina na compra de estatais durante o governo Fernando Henrique Cardoso (1994-2002). Ele negou pessoalmente as principais acusações, argumentando que, se houve algo, não foi uma “corrupção organizada”.
Engavetador-geral
O governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso foi frequentemente criticado pela atuação do Procurador-Geral da República, Geraldo Brindeiro, apelidado de “engavetador-geral” por arquivar um grande número de denúncias contra membros do governo.
Dilma
As pedaladas fiscais durante o governo Dilma Rousseff (2010-2016), por sua vez, após sofrer impeachment, ela foi inocentada em relação à acusação das manobras fiscais no orçamento da União.
Temer-Bolsonaro
Os escândalos da rede de propina instalada para financiar campanhas eleitorais de parlamentares do MDB no governo de Michel Temer (2016-2018). As denúncias de fraudes no SUS e o desvio de mais de R$ 10,5 bilhões de verbas que seriam destinadas à saúde, ciência e educação para agregar metade do valor ao “orçamento secreto”, marcaram o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (2018-2022).
Lula
Os três governos do presidente Lula foram marcados pelos escândalos de Waldomiro Diniz pedindo propina para financiar campanhas eleitorais do PT. Depois veio o mensalão, correios, “dos aloprados”, “mesadas de Palocci”, petrolão, “acarajé”, caso Delcídio, Lava-jato, e por último, INSS e banco Master.
Perplexidade
Diante de todos esses escândalos de corrupção, a sociedade brasileira não demonstra nas urnas o seu sentimento de perplexidade, banindo a classe política camarilha ocupante dos espaços de poder e de tomada de decisões que se envolve em malfeitos com o dinheiro público.
Cenário
O desfile da Acadêmicos de Niterói homenageando o presidente Lula (PT-SP) era o cenário perfeito que essa classe política camarilha da esquerda e da direita queria para abafar o escândalo do banco Master. Tal escândalo envolvendo políticos e magistrados da alta cúpula do poder judiciário, a exemplo do ministro Dias Toffoli do STF.
Silêncio I
O escândalo do banco Master é uma pauta de interesse nacional. Diante desse fato, o silêncio dos parlamentares da Bancada Federal rondoniense em relação ao tema causa-me espécie.
Silêncio II
O silêncio dos nossos parlamentares em relação ao escândalo do banco Master pode ser exclusivamente considerado como uma forma de conivência e cumplicidade, pois omitem-se diante do erro por medo, comodismo ou interesses em silenciar o caso.
Roupagem
Falando em interesses, o senador Marcos Rogério (PL) deverá mesmo disputar a sucessão do governador Coronel Marcos Rocha (PSD). Rogério começou sua pré-campanha com uma nova roupagem no sentido de suavizar a imagem de arrogante e pedante deixada para o eleitor na campanha eleitoral passada de 2022.
Definiu
O senador Marcos Rogério (PL) já definiu nomes da sua coordenação geral de campanha para se tornar inquilino do Palácio Rio Madeira. Além disso, começou a visitar pontos populares, como a visita à Banca da Melancia do Baiano em Cacoal para comer pela primeira vez abacaxi gelado com sal e raspa de limão.
Estratégia
O pré-candidato a governador Marcos Rogério (PL) resolveu passar parte do carnaval cumprindo agenda política em Cacoal, terra do seu adversário político nas urnas, o pré-candidato a governador, prefeito Adailton Fúria (PSD). A estratégia de Rogério visa ganhar visibilidade e simpatia dos cacoalenses no território do oponente.
Provar
Falando em estratégia, chegaram áudios à coluna do pré-candidato a governador e prefeito de Cacoal, Adailton Fúria (PSD), batendo-boca com eleitores em grupos de WhatsApp na tentativa de provar o seu espectro ideológico de direita. Fúria precisa contratar um marqueteiro para aprender a lidar com haters em rede social.
Tempo
O pré-candidato a governador e prefeito de Cacoal, Adailton Fúria (PSD), perde tempo batendo-boca com desocupados em grupos de WhatsApp para justificar o seu espectro ideológico. Em face disso, agora entendi por que Fúria não fez muito mais por Cacoal em seis anos de gestão, ele perde muito tempo em rede social com haters.
Candidatura
Um governista disse à coluna que a primeira-dama Luana Rocha será sim, candidata a deputada federal no próximo pleito eleitoral de outubro, mesmo o governador Coronel Marcos Rocha (PSD) ficando no cargo. A coluna consultou diversos advogados eleitoralistas, que foram unânimes em dizer que Luana não consegue registrar sua candidatura.
Iludida
Para a primeira-dama Luana Rocha não ser enganada ou iludida, a Carta Magna é clara no art. 14, § 7, quando diz que é proibida a candidatura de cônjuge (marido ou mulher), companheiro (a) ou parente de até segundo grau do governador ou de quem o tenha substituído nos últimos seis meses antes do pleito (geralmente, o Vice).
Renunciar
Para a primeira-dama Luana Rocha disputar o cargo de deputada federal, o Coronel Marcos Rocha (PSD) precisa renunciar ao cargo de governador no início de abril próximo. Neste caso, disputar uma vaga ao Senado pelo PSD, partido que poderá chamar de seu caso seja efetivado como dirigente maior da legenda.
Popularidade
O ex-prefeito Hildon Chaves (PSDB) testou sua popularidade marcando presença no bloco carnavalesco Areal da Folia. Hildon foi cumprimentado pelos presentes e apareceu em muitas selfies com foliões nas redes sociais.
Ovacionado
Falando em popularidade, assisti ao desfile da Banda do Vai Quem Quer no camarote Porto Folia. Na oportunidade, testemunhei a passagem do prefeito Léo Moraes (Podemos) em meio aos foliões. Impressionante, o homem foi ovacionado pela multidão de brincantes presentes no maior bloco de carnaval de arrasto da Região Norte.
Elogios
Falando em carnaval, o Bloco da Limpeza, formado pelos garis da Prefeitura de Porto Velho, merece elogios. As principais ruas dos festejos carnavalescos ficaram limpas rapidamente com a limpeza do lixo descartado pelos foliões e com a lavagem com produto químico, deixando ruas e calçadas perfumadas.
Trabalhando
Enquanto alguns gestores municipais caíram na folia, outros estavam trabalhando. É o caso do pré-candidato a governador e prefeito de Vilhena, Delegado Flori (Podemos). O homem passou o carnaval vistoriando obras. Além disso, verificou de perto o atendimento em saúde de pacientes na carreta das especialidades e visitou unidades de saúde municipal.
Confirmou
O presidente da Câmara Municipal de Porto Velho, vereador Gedeão Negreiros (PSDB), confirmou à coluna a pré-candidatura da sua esposa, a professora Glaucia Negreiros, ao cargo eletivo de deputada federal. Glaucia pode disputar o mandato eletivo pelo União Brasil ou Republicanos.
Sério
Falando sério, a inspiração do editorial da coluna surgiu a partir de um diálogo em momentos de lucidez de um magnífico professor de Geografia no âmbito universitário, já aposentado. Ele lembrou da obra-prima de Proust, Em Busca do Tempo Perdido, dizendo que a memória não tem o aroma das madeleines, mas do que exala uma República apodrecida, convenientemente distante do Brasil real, que não suporta mais tantos escândalos de corrupção.



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