Publicada em 13/02/2026 às 15h12
Nesta sexta (13), durante seu discurso na Conferência de Segurança de Munique, o presidente da França, Emmanuel Macron, deu uma declaração oposta a de Trump sobre as negociações de paz.
O francês afirmou que é essencial que a Ucrânia não ceda às exigências russas e que Moscou continuará representando um risco mesmo que haja acordo.
"A resposta para o fim da guerra na Ucrânia não pode ser ceder às exigências russas, mas sim aumentar a pressão. Mesmo que haja um acordo, ainda teremos que lidar com uma Rússia agressiva. Devemos demonstrar força e tenacidade em relação à Ucrânia. Este é o momento certo para a audácia e para uma Europa forte", declarou Macron.
As declarações opostas, dadas praticamente ao mesmo tempo pelos dois líderes, mostram o conflito crescente de interesses entre Washington e a Europa.
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O presidente russo, Vladimir Putin, já repetiu várias vezes que não aceitará falar sobre paz se Kiev não aceitar a perda dos territórios conquistados por suas tropas no leste da Ucrânia. Já Zelensky diz que só pode ceder caso os EUA se comprometam a dar garantias de segurança ao país.
No fim de janeiro, após uma nova rodada de negociações entre representantes russos e ucranianos, Zelensky disse que o documento onde os EUA se comprometiam com essas garantias estava totalmente pronto. No entanto, ao que tudo indica, as tratativas não avançaram.



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