Publicada em 04/02/2026 às 14h56
Ryan Routh, o homem condenado por uma tentativa de assassinato contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi sentenciado à prisão perpétua nesta quarta-feira (4).
A sentença, dada pela juíza distrital dos EUA, Aileen Cannon, havia sido pedida pelos promotores do caso depois que um júri concluiu que o homem pretendia matar Trump, então candidato, quando apontou um fuzil atrás de uma cerca enquanto ele jogava golfe na Flórida, no dia 15 de setembro de 2024.
Eles argumentaram que o homem planejou o assassinato por meses, estava disposto a matar qualquer um que se colocasse em seu caminho e não demonstrou arrependimento nem remorso.
Ryan, que atuou como seu próprio advogado de defesa havia recomendado uma pena de 27 anos de reclusão. Ele negou ter tido a intenção de matar Trump, afirmou estar disposto a se submeter a tratamento psicológico para um transtorno de personalidade na prisão e sugeriu que os jurados foram induzidos a erro.
Relembre o caso
Ryan Routh, de 59 anos, foi condenado em setembro de 2025 por cinco crimes, entre eles a tentativa de assassinato de Trump. Também foi condenado por três acusações de porte ilegal de arma de fogo e uma acusação de obstrução de um agente federal durante sua prisão.
Após a leitura do veredicto pelo júri, Routh tentou se esfaquear com uma caneta diversas vezes e precisou ser contido por agentes federais. Sua filha gritou no tribunal que seu pai não havia ferido ninguém e que ela o tiraria da prisão.
Em uma rede social, Trump comemorou a condenação e afirmou que Routh era "um homem mau" e tinha "uma intenção maligna".
No dia do crime, Routh foi flagrado por um agente do Serviço Secreto escondido atrás de arbustos no Trump International Golf Club, em West Palm Beach, na Flórida. O agente atirou contra ele, mas Routh conseguiu fugir sem disparar nenhum tiro. Cerca de 45 minutos depois, ele foi preso pela polícia, enquanto dirigia.
“Esse plano foi cuidadosamente elaborado e era mortalmente sério”, disse o promotor John Shipley na abertura do julgamento, acrescentando que, sem a intervenção do agente do Serviço Secreto, “Donald Trump não estaria vivo”.
A procuradora-geral dos EUA, Pamela Bondi, disse em uma rede social que a condenação "ilustra o compromisso do Departamento de Justiça em punir aqueles que recorrem à violência política". "Essa tentativa de assassinato não foi apenas um ataque ao nosso presidente, mas uma afronta à nossa própria nação."
O julgamento no tribunal federal de Fort Pierce, na Flórida, ocorreu após o assassinato do ativista conservador Charlie Kirk, que novamente colocou o aumento da violência política nos EUA no centro da discussão nacional.
Trump foi alvo de duas tentativas de assassinato: a que levou à condenação de Routh e outra, também em 2024, quando foi ferido na orelha durante sua campanha presidencial.



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