Publicada em 11/02/2026 às 15h33
A Polícia Federal (PF) realiza, nesta quarta-feira (11), uma operação contra crimes de violação da dignidade sexual no ambiente digital e a disseminação de vídeos de abuso. Segundo as investigações, brasileiros integram uma rede transnacional dedicada à produção, troca e divulgação de registros de abusos sexuais cometidos contra mulheres em estado de sedação.
O caso apresenta semelhanças com a história de Gisèle Pelicot, que chocou a França. Durante dez anos, Dominique Pelicot dopou a própria esposa e convidou desconhecidos para manter relações sexuais com ela sem consentimento. Ao longo de todo esse período, a vítima não tinha conhecimento dos estupros. O agressor foi condenado à prisão pela Justiça francesa no fim de 2024. Relembre abaixo.
As autoridades estimam que os abusos contra Gisèle começaram em 2011. Segundo as investigações, a vítima foi estuprada pelo menos 92 vezes por 72 homens diferentes. Os investigados têm idades entre 21 e 68 anos.
Apesar disso, a acusação formal da Justiça envolveu apenas 50 réus, além de Dominique Pelicot. Os outros 22 abusadores não foram encontrados ou identificados pelos investigadores.
Quando o julgamento começou, 18 réus estavam presos, incluindo Dominique. À época, 35 dos investigados se declararam inocentes, enquanto 13 afirmaram ser culpados. Os demais não compareceram ao tribunal.



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