Na manhã desta sexta-feira (20), a Prefeitura de Ji-Paraná, por meio da Autarquia Municipal de Trânsito (AMT), promoveu uma palestra voltada aos servidores que atuam na fiscalização do trânsito. O encontro foi realizado no auditório da Ordem dos Advogados do Brasil - Subseção Ji-Paraná (OAB) e abordou o tema “Quem cuida de quem nos protege?”.
A iniciativa teve como principal objetivo prevenir transtornos emocionais e reforçar a importância da busca por tratamento e apoio profissional, especialmente entre os agentes que atuam diretamente nas ruas e estão expostos a situações de estresse e pressão constantes.
De acordo com o presidente da AMT, Oribe Junior, a ação integra um conjunto de medidas preventivas voltadas à valorização do servidor. “Proporcionamos essa palestra porque ela se alinha com as necessidades de nossos servidores. Há uma demanda por ações preventivas, especialmente relacionadas à saúde mental. Essa foi uma oportunidade de sensibilizar a todos e mostrar que é possível buscar ajuda dentro da própria administração, em setores preparados para oferecer esse suporte”, destacou.
Oribe Junior informou ainda que outras atividades voltadas ao bem-estar dos servidores serão realizadas ao longo do ano. “Nosso objetivo é oferecer toda a atenção possível, pois quem ganha com isso é a população. Os agentes de trânsito, a equipe administrativa e o pessoal de apoio precisam estar bem para prestar um bom atendimento. Afinal, quem cuida de quem nos protege?”, ressaltou.
A psicóloga Ana Alice Soares, responsável pela condução do encontro, enfatizou a importância de momentos de reflexão e acolhimento. “Prefiro chamar de encontro e não apenas de palestra. Queremos proporcionar aos participantes não só orientações sobre como lidar com situações de crise, mas também uma reflexão sobre a própria vida. É fundamental reconhecer conquistas, ressignificar sentimentos e valorizar os momentos”, afirmou.
Segundo ela, é essencial direcionar o olhar para quem está na linha de frente. “Este momento é sobre a saúde do servidor, especialmente dos agentes que estão nas ruas cuidando do trânsito. É preciso compreender que o cuidado não deve ser apenas com os assistidos, mas também com quem presta o serviço, pois a carga emocional é muito grande”, concluiu.



Comentários
Seja o primeiro a comentar!