Publicada em 13/01/2026 às 15h36
A Rússia divulgou um comunicado nesta terça-feira (13) condenando os Estados Unidos pelo que descreveu como "interferência externa subversiva" na política interna do Irã.
O Ministério das Relações Exteriores russo afirmou que as ameaças dos EUA de novos ataques militares contra o país são "categoricamente inaceitáveis" e relembrou o ataque americano às instalações nucleares iranianas no ano passado.
"Aqueles que planejam usar distúrbios instigados externamente como pretexto para repetir a agressão contra o Irã cometida em junho de 2025 devem estar cientes das consequências desastrosas de tais ações para a situação no Oriente Médio e para a segurança internacional global", diz o documento.
Protesto no Irã — Foto: UGC via AP
Pouco antes da divulgação do comunicado russo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu que os iranianos sigam protestando, e afirmou que a "ajuda" dos EUA "está a caminho".
Foi a primeira mensagem direta aos manifestantes feita pelo presidente norte-americano, que vem ameaçando intervir no país do Oriente Médio caso as repressões aos protestos sigam sendo feitas de forma violenta.
"Patriotas iranianos, continuem protestos. A ajuda está a caminho", declarou.
Nesta terça, uma fonte do governo iraniano disse à agência de notícias Reuters que cerca de 2.000 pessoas já morreram nos protestos. Moradores do país relataram que forças de segurança estão atirando diretamente contra os manifestantes.
As manifestações no Irã evoluíram queixas sobre a crise econômica do país para pedidos de queda da chamada República Islâmica, ou o regime dos aiatolás, que governam o Irã desde 1979.



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