Publicada em 12/01/2026 às 08h10
O desconhecidíssimo Instituto Veritá da cidade de Uberlândia em Minhas Gerais divulgou uma recente pesquisa dizendo que Leonardo Barreto é o prefeito de uma capital mais bem avaliado no Brasil. Segundo essa sondagem, ele obteve o incrível registro de 94,5 % de aprovação. Algo inédito que nem Idi Amin em Uganda nem Saddam Hussein no Iraque conseguiam em seus áureos tempos administrando seus países. Levando-se em consideração que essa pesquisa ouviu mais de 100 mil pessoas nas capitais brasileiras, e que a margem de erro varia entre 2% e 3%, para mais ou para menos, Barreto poderia estar marcando 97,5% de aprovação popular beirando aí os quase 100%. E se “toda unanimidade não fosse burra”, certamente ele teria cravado essa inalcançável marca. Próximo a isso só o ex-prefeito Hildon Chaves, que chegou a mais de 90% de aprovação.
Não se sabe que diabos de perguntas foram feitas a essas pessoas entrevistadas para que elas dessem tantas respostas tão alvissareiras, esperançosas e quase unânimes de aprovação ao atual prefeito. Parece até que elas não residem nessa “currutela fedida”, apontada pelo ITB, Instituto Trata Brasil, como a pior cidade para se viver dentre as 27 capitais do país. Porto Velho, a eterna capital de Roraima, é uma cidade fedorenta, sem árvores, escura, violenta, sem praças, sem planejamento urbano nenhum e repleta de gente direitista, pobre e miserável. Muita gente sabe que sujeira, lixo, catinga, lodo, carniça, fedentina, bosta, esgoto a céu aberto e imundície é o que não faltam por aqui. Barreto, após dançar numa poça de água podre, se elegeu prometendo acabar com as alagações. Depois de um ano à frente da administração, ele não fez um centímetro de rede de esgotos.
E pelo que se sabe, também não aumentou em nada a oferta de água tratada para os seus eleitores e puxa-sacos. Aqui todos nós continuamos a beber “água de bosta” como muito bem disse aquela ex-candidata à prefeitura. A coleta de lixo ultimamente virou um caos. Ratos e urubus infestam a cidade em todos os seus sujos recantos. Ainda bem que Leonardo Barreto não prometeu amar, beijar e acariciar a cidade como disse um outro prefeito. Mas hoje não pode nem pintar um meio-fio ou cortar uma grama que já vai fazer o show nas redes sociais. Além do mais, ele trouxe Joelma, que cantou no aniversário da cidade e um tal de Thierry (que levou uma facada da Rita) e também fez nevar na cidade das alagações e da falta de esgotos e de saneamento básico. O povo de Porto Velho precisa de neve, muita neve mesmo. Como alguém responderá a uma pesquisa se não está feliz?
A área mais bem avaliada na decadente cidade foi o transporte público, e o melhor serviço foi a sinalização de trânsito e semáforo. Já a pior área é saneamento básico e meio ambiente, e o pior serviço foi a coleta e o tratamento de esgoto. Tudo mentira, pois a mobilidade urbana é algo totalmente inexistente nesta cidade. Aqui não se veem ônibus decentes circulando em meio a mototáxis e outros alternativos. A cidade está sem porto no rio Madeira e por aqui ainda temos as passagens aéreas mais caras e raras do Brasil. A chuva do sábado, dia 10 de janeiro último, desbancou Leonardo Barreto e seus lacaios. O preço do IPTU não para de subir. Porto Velho tem o pior IDH dentre as capitais e tem o mais baixo IPS, Índice de Progresso Social, do Brasil já faz tempo. Ter o melhor prefeito e ser a pior capital é uma desgraça. Muitos gostariam de ter o pior prefeito e morar na melhor capital. Mas a extrema-direita local, a maior do Brasil, finge não ver nada errado.
*Foi Professor em Porto Velho.



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