Publicada em 21/01/2026 às 08h49
O que existe por trás da caminhada de Nikolas Ferreira?
CARO LEITOR, se você acha que a marcha do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) é só mais um barulho das redes sociais, você está completamente enganado. Nikolas estava passando por um problema real de queda de engajamento nas redes sociais. Curiosamente, ele continua grande na direita e na extrema-direita, mas a imagem cansou por conta dos excessos de postagens. Em face disso, ele bateu no teto, o discurso esfriou, a imprensa perdeu interesse e o público entrou no modo automático. Além disso, Nikolas se omitiu a explicar os questionamentos da imprensa tradicional e independente relacionados à sua ligação com os envolvidos nos escândalos da Igreja Lagoinha e do Banco Master. Assim, se ele continuasse só na mesma estratégia, usando peruca, subindo vídeos polêmicos, frases de efeito e omisso a questionamentos sobre sua conduta nos bastidores do poder, em poucos meses viraria só mais um na internet. Nicolás é um ser digital e ele sabe disso, por isso, pensou uma estratégia diferente para manter viva a sua imagem: uma marcha de 240 km até Brasília. Neste caso, não é só fé, missão ou protesto, a marcha é um produto político completo, mistura estrada, sacrifício, lives diárias, coladas gratuitas, expectativa de chegada e manifestação final com uma multidão à sua espera. Fácil de cobrir, fácil de compartilhar, fácil de virar corte. Quando a imagem bate no teto nas redes sociais, apela a movimentos off-line para recuperar posicionamento e reposicionamento on-line.
Marcha
A marcha sempre foi símbolo de sacrifício, formação de opinião, expectativa e uma estratégia de posicionamento e reposicionamento político.
Simbolismo
A “caminhada pela liberdade e justiça” do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) em protesto pelas "prisões injustas" de 8 de janeiro de 2023 e a "perseguição" contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), iniciou em Paracatu (MG) com expectativa de chegada em Brasília (DF), é puro simbolismo político e vale mais que mil postagens nas redes sociais.
Formato
Quando o discurso não muda, o político precisa mudar o formato e a estratégia, do contrário, vira mais do mesmo. A marcha política nunca é só missão, é estratégia de posicionamento e reposicionamento político.
Resultou
As caminhadas ou marchas não são uma manifestação recente, elas existem desde Roma. Por exemplo, a marcha de Gandhi na Índia, passando por Martin Luther King nos Estados Unidos e chegando ao Brasil com as jornadas de junho de 2013, que resultaram no impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT-MG).
Visibilidade
Marchas sempre serviram para dar visibilidade a causas e posicionamento e reposicionamento de imagem política. A reinvenção do deputado federal Nicholas Ferreira (PL-MG) não começou na estrada, começou no dia em que ele percebeu que tinha parado de crescer nas redes sociais. E político que entende isso, se salva e nunca mais se comunica no automático.
Participar
Ontem (20), políticos da direita e da extrema-direita também passaram a participar da caminhada do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) de Minas Gerais até Brasília. Inicialmente, os deputados federais Gustavo Gayer (PL-GO) e André Fernandes (PL-CE), depois o senador Magno Malta (PL-ES) de cadeira de rodas e o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ).
Apareceram
Outros parlamentares federais também apareceram ao lado do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) na caminhada de Minas Gerais a Brasília. A pergunta que fica no ar: cadê os parlamentares de direita e da extrema-direita de Rondônia na caminhada ao lado de Nikolas em protesto pelas "prisões injustas" de 8 de janeiro de 2023 e a "perseguição" contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ)?
Caminhada I
Cadê os senadores Marcos Rogério e Jaime Bagattoli, ambos do PL de Rondônia, na caminhada do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) em protesto pelas "prisões injustas" de 8 de janeiro de 2023 e a "perseguição" contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ)? Vale lembrar que Rogério é o indicado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ) para disputar o governo nas eleições de outubro.
Caminhada II
Cadê o vice-presidente estadual do PL rondoniense e pré-candidato a senador, agropecuarista Bruno Scheid (PL-Ji-Paraná), na caminhada do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG)? Vale lembrar que Scheid é amigo pessoal do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ) e conta com seu apoio na disputa ao Senado nas eleições de outubro.
Movimentou
Falando em eleições, o União Brasil se movimentou no dia de ontem (20) para organizar a sua nominata de deputado federal e estadual, bem como os arranjos para disputa majoritária. A reunião foi convocada pelo deputado federal Maurício Carvalho (União-Porto Velho), que deverá assumir a presidência da federação partidária União Progressista (UP) nos próximos dias.
Acertado
Na reunião do União Brasil, ficou acertada uma reunião para hoje na casa do vice-governador Sérgio Gonçalves (União-Porto Velho), candidato natural da sigla por ventura assuma o governo caso o governador Coronel Marcos Rocha (União-Porto Velho) deixe o cargo no início de abril próximo para disputar o Senado.
Promessa
Para a cúpula do União Brasil, caso o governador Coronel Marcos Rocha (União-Porto Velho) cumpra a sua promessa de permanecer no cargo até o término do mandato, pensam em lançar como candidato do União Brasil, ou melhor, da federação União Progressista (UP), o ex-prefeito de Porto Velho Hildon Chaves (PSDB-Porto Velho). Sérgio seria candidato a deputado federal.
Garantias
O ex-prefeito Hildon Chaves (PSDB-Porto Velho) preside o PSDB rondoniense. Ou seja, pode chamar o partido de seu a sigla tucana. Agora, resta saber se existem garantias reais para Hildon deixar o comando estadual da sigla tucana pela filiação ao União Brasil para entrar na disputa ao governo.
União
Hipoteticamente, caso se confirme esse quadro da federação partidária União Progressista (UP), o ex-prefeito de Porto Velho Hildon Chaves será o candidato a governador e, como coadjuvantes na chapa majoritária, contará com a deputada federal Silvia Cristina (PP-Ji-Paraná) e a ex-deputada federal Mariana Carvalho (União-Porto Velho). Neste caso, Cristina ganha reforço na capital e Hildon e Mariana ganham reforço em Ji-Paraná.
Contrapor
Para se contrapor à chapa da federação partidária União Progressista (UP), encabeçada pelo ex-prefeito de Porto Velho Hildon Chaves (PSDB-Porto Velho), o prefeito Léo Moraes (Podemos-Porto Velho) contará com a candidatura de governador do prefeito de Vilhena, delegado Flori (Podemos-Vilhena). Nesse cenário, teremos um ex-promotor de justiça e um delegado de polícia federal disputando o governo.
Projeto
Fontes do Diretório Nacional do Podemos em Brasília confirmaram à coluna que o projeto da sigla para Rondônia é eleger dois deputados federais e um senador. Para isso, precisa de uma candidatura majoritária a governo para dar palanque e visibilidade às candidaturas proporcionais e a de senador.
Azarões
Oportunamente, o Podemos rondoniense confirmando a candidatura ao governo do prefeito de Vilhena, delegado Flori (Podemos-Vilhena), para garantir palanque aos candidatos proporcionais e ombrear a candidatura de senador do delegado Rodrigo Camargo, poderão ser o outsider da eleição, ou seja, os azarões no pleito de outubro próximo.
Padaria
Com emenda parlamentar individual de R$ 750 mil do deputado estadual Alex Redano (Republicanos), a Padaria Solidária da Associação São Tiago Maior foi inaugurada na Zona Leste de Porto Velho. Segundo Alex, a “Padaria Solidária é um projeto que transforma recursos públicos em cuidado diário com as famílias”.
Famílias
Falando em cuidado diário com as famílias, o município de Chupinguaia, no Cone Sul de Rondônia, recebeu o repasse de R$ 150.000,00 de emenda parlamentar do deputado estadual Luizinho Goebel (Podemos-Vilhena) para aquisição de cestas básicas que serão entregues a famílias em situação de vulnerabilidade social.
Novela
Virou novela mexicana a disputa pelo nanico PRD em Rondônia, bem como o comando da federação partidária Renovação Solidária formada pelo PRD e Solidariedade. A troca de comando em Rondônia se deu em menos de 24 horas. Até o fechamento da coluna, tanto o PRD quanto a federação Renovação Solidária estão sem diretório no âmbito estadual. Fica com o PRD quem assumir o compromisso de pagar a dívida de quase meio milhão de reais.
Atendido
O vereador Pedro Geovar (PP-Porto Velho), mesmo de recesso parlamentar, continua fiscalizando os atos do Poder Executivo municipal e apresentando pedidos de providência para os bairros de Porto Velho. Geovar conseguiu ser atendido pela SEIMFRA-Porto Velho com operação tapa-buraco no bairro Floresta.
Presença
Falando em recesso parlamentar, cadê a presença da vereadora Sofia Andrade (PL-Porto Velho) na caminhada do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) em protesto pelas "prisões injustas" de 8 de janeiro de 2023 e a "perseguição" contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ)?
Importância
A presença do Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE-RO) nas Câmaras Municipais é de suma importância porque garante a transparência, a eficiência e a legalidade no uso do dinheiro público. Em face disso, o TCE-RO precisa passar um pente-fino nas Câmaras Municipais de Vilhena e Chupinguaia no intuito de garantir o cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e conter os excessos dos vereadores.
Sério
Falando sério, a marcha do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), anunciada por ele por meio de uma carta aberta nas redes sociais, diz que não é espetáculo, muito menos uma bala de prata. Na carta, ele diz: “Não é um gesto para resolver todos os problemas do Brasil, nem pretende substituir instituições, leis ou o dever de cada cidadão. Ela é, antes de tudo, um ato simbólico – e símbolos importam mais do que muitos imaginam.”



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