Publicada em 29/01/2026 às 15h24
Em meio a tensões com os Estados Unidos, a Guarda Revolucionária do Irã realizará exercícios com munição real, anunciou a mídia iraniana nesta quinta-feira (29).
As manobras ocorrerão na semana que vem no Estreito de Ormuz, rota de exportação de petróleo mais importante do mundo e ponto estratégico para os maiores produtores de petróleo do Golfo, como Arábia Saudita, Irã, Iraque e Emirados Árabes Unidos.
A Guarda Revolucionária não detalhou a frota que participará da manobra, mas afirmou que haver disparos durante os exerícios.
Espécie de braço de elite das Forças Armadas iranianas, a Guarda Revolucionária iraniana está diretamente subordinadas ao líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei. A força responde, portanto, às ordens de Khamenei, que está acima do presidente na hierarquia política iraniana.
O anúncio foi feito em um momento em que o presidente dos EUA, Donald Trump, vem ameaçando uma ofensiva militar no Irã, em retaliação à demora que ele diz haver por parte de Teerã para chegar a um acordo de não proliferação nuclear com os Estados Unidos.
Nesta semana, Trump anunciou que navios militares norte-americanos estavam "a caminho" do Irã, mas não detalhou a finalidade da operação. Nesta sexta, fontes do governo dos EUA ouvidas pela agência de notícias Reuters afirmaram que o presidente norte-americano considera fazer ataques aéreos a pontos militares e governamentais estratégicos do Irã.
O objetivo, segundo as fontes da Reuters, seria incitar novamente os protestos que cresceram no país desde dezembro, mas que foram parcialmente desmobilizados por conta da forte repressão de forças iranianas — ONGs falam em mais de 6 mil mortos.
O plano, diz a agência, é que os próprios manifestantes invadissem prédios públicos alvejados pelos EUA e derrubassem o regime dos aiatolás, que governa o Irã desde o fim da década de 1970.



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