Publicada em 26/01/2026 às 09h32
Uma pesquisa realizada entre os dias 20 e 21 de janeiro aponta que António José Seguro venceria no segundo turno das eleições presidenciais em Portugal. O levantamento realizado pelo Centro de Estudos e Sondagens de Opinião (Cesop), da Universidade Católica, mostra o candidato do Partido Socialista com 70% das intenções de votos, contra 30% do líder do Chega, que tem como candidato André Ventura.
O segundo turno está previsto para 8 de fevereiro.
A pesquisa mostra que o eleitorado está praticamente decidido, com apenas 5% de indecisos.
Se confirmado, o resultado representaria um feito histórico: Seguro poderia igualar o recorde de Mário Soares, que conquistou 70,4% dos votos na reeleição, e superar o desempenho de Marcelo Rebelo de Sousa, eleito em 2021 com pouco mais de 60% dos votos.
A pesquisa, divulgada pelo jornal Público, evidencia uma vantagem consolidada de Seguro, que teria mais do que o dobro das intenções de voto de Ventura, refletindo a inclinação clara da maioria do eleitorado frente à divisão política apresentada na sondagem.
Candidato socialista José Seguro vota neste domingo (18), em Caldas da Rainha, em Portugal. — Foto: Pedro Rocha/Reuters
Como foi o primeiro turno
A votação para a eleição presidencial em Portugal aconteceu no domingo (18). Com todos os votos apurados, o socialista António José Seguro liderou a disputa com 31,13% dos votos. O candidato da extrema direita, André Ventura, ficou em segundo lugar, com 23,49%. João Cotrim Figueiredo, do centro-direita, ficou em terceiro com 15,99%, ficando de fora da disputa.
Cerca de 11 milhões de portugueses voltaram às urnas menos de um ano após as últimas eleições legislativas, que renovaram o Parlamento e definiram o primeiro-ministro.
PEEm Portugal, o presidente é o chefe de Estado e tem funções principalmente institucionais e simbólicas. Ele representa o país, garante o respeito à Constituição, nomeia o primeiro-ministro e pode promulgar ou vetar leis. Também é comandante-chefe das Forças Armadas, embora seu papel diário seja mais cerimonial.
O primeiro-ministro, por sua vez, é o chefe de governo e comanda o Executivo, cuidando da administração do país e da implementação das políticas públicas. Em crises políticas, o presidente ganha mais poder: pode vetar leis, dissolver o Parlamento, destituir o governo e convocar eleições, garantindo o equilíbrio entre os poderes.



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