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"CHACINA"

"Brasil precisa romper ciclo de brutalidade extrema", diz ONU sobre mortes em operação policial no Rio

Dezenas de corpos são levados por moradores para praça no dia seguinte a operação no Rio

Por G1
Publicada em 30/10/2025 às 10h22
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Alto Comissário para os Direitos Humanos da entidade, Volker Türk, disse que compreende os desafios de lidar com grupos criminosos violentos, mas condenou as polícias brasileiras pela 'longa lista de operações que resultam em muitas mortes'. Ação tem 121 mortes confirmadas e é a mais letal da história do estado.

A ONU condenou mais uma vez a operação policial que deixou mais de 120 mortos no Rio de Janeiro, em nota publicada nesta quarta-feira (29), assinada por Volker Türk, Alto Comissário para os Direitos Humanos da entidade.

Türk menciona o histórico de alta letalidade das operações policiais e diz que "o Brasil precisa romper o ciclo de brutalidade extrema". Na terça, a entidade disse estar "horrorizada" com o episódio nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte carioca.

"Compreendo plenamente os desafios de lidar com grupos criminosos violentos e organizados como o Comando Vermelho; no entanto, a longa lista de operações que resultam em muitas mortes – que afetam desproporcionalmente pessoas negras – levanta questões sobre a forma como essas incursões são conduzidas", disse Türk.

"Por décadas, a alta letalidade associada ao policiamento no Brasil tem sido normalizada, especialmente em áreas como o Rio de Janeiro, onde recentemente aumentou significativamente. O Brasil precisa romper o ciclo de brutalidade extrema e garantir que as operações de segurança pública estejam em conformidade com os padrões internacionais sobre o uso da força", afirmou o alto comissário.

Türk pediu também investigações rápidas, independentes e eficazes sobre os eventos e uma reforma completa do policiamento:

"Reformas são urgentemente necessárias para evitar repetições. Violações não podem ficar impunes. Processos adequados de responsabilização devem levar à verdade e à justiça para evitar mais impunidade e violência."

Operação no Rio

O governo do RJ confirmou nesta quarta-feira (29) 121 mortos na megaoperação nos complexos do Alemão e da Penha contra o Comando Vermelho. Foram 4 policiais e 117 suspeitos, segundo o secretário da Polícia Civil, o delegado Felipe Curi. Foi a operação mais letal da história do estado.

Moradores do Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, afirmaram ter encontrado pelo menos 74 corpos, que foram levados para a Praça São Lucas, na Estrada José Rucas, uma das principais da região, ao longo da madrugada. Curi disse que foram 63 corpos achados na mata.

Haverá uma perícia para ver se há relação entre essas mortes e a operação, segundo o secretário estadual da Polícia Civil, Felipe Curi. Ele disse também que foram 113 presos, 33 de outros estados, como Amazonas, Ceará, Pará e Pernambuco.

O governador Cláudio Castro (PL) disse considerar que a ação foi um "sucesso" e que só os quatro policiais mortos são "vítimas".

Mais cedo, o governador não comentou os corpos encontrados pelos moradores na mata.

Atenção, imagens fortes — Foto: Reprodução

Imagem de drone mostra corpos levados a praça no Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, no dia 29 de outubro de 2025. — Foto: Ricardo Moraes/Reuters

'Muro do Bope'

O secretário da Polícia Militar, Marcelo de Menezes, explicou a estratégia das forças de segurança durante a megaoperação. Segundo ele, foi criado o que chamou de “Muro do Bope”: policiais avançaram pela área da Serra da Misericórdia para cercar os criminosos e empurrá-los em direção à mata, onde outras equipes do Batalhão de Operações Especiais já estavam posicionadas.

A explicação foi dada durante entrevista coletiva na tarde desta quarta, quando a cúpula da Segurança Pública do Rio detalhou os resultados da ação.

O secretário de Segurança Pública, Victor Santos, classificou o “dano colateral” como “muito pequeno”, afirmando que apenas quatro pessoas inocentes morreram durante a ação. A ação contou 2,5 mil policiais civis e militares e é considerada pela cúpula da segurança como de alto risco.

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