O prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), criticou a falta de articulação política da bancada de Rondônia, questionou a aplicação dos recursos excedentes do Detran e rebateu críticas à realização de festas pela prefeitura. Em entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, afirmou que a ausência de atuação conjunta prejudica interesses do estado em Brasília e cobrou parlamentares com capacidade de negociação.
“Falta força política e capacidade. Querer não é poder. E a gente precisa de união de esforços e de unidade da bancada.”
Ao exemplificar a cobrança, Léo relatou que uma proposta apresentada por ele quando era deputado federal, sobre transferência de áreas da União, acabou beneficiando outros estados e deixando Rondônia de fora. Segundo o prefeito, o episódio demonstrou a diferença de influência entre as bancadas. Ele também criticou a reação de lideranças à cobrança de pedágio, afirmando que recebeu pouco apoio quando buscou discutir o assunto no ministério e apresentou documentos sobre o tema.
“Quantos que tinham ao meu lado para defender? Eram poucos, eram poucos. Agora que o leite está derramado e a Inês está morta, todo mundo está gritando.”
Ex-diretor do Detran, o prefeito afirmou que o superávit da autarquia é transferido para a administração estadual e utilizado em despesas de custeio. Léo defendeu que esses recursos sejam direcionados à implantação de um hospital de traumas e fraturas, cujo projeto, segundo ele, já está preparado. Afirmou ainda que discutiu a proposta com o Tribunal de Contas, diante do questionamento sobre a relação entre o investimento hospitalar e as atribuições do departamento de trânsito.
“O dinheiro, pra onde que vai? Vai pra custeio, vai pra pagamento de não sei o que, vai pra luz. E ninguém vê esse dinheiro sendo investido na população.”
Na relação com os deputados estaduais, Léo disse não perceber empenho suficiente em defesa de Porto Velho e associou a cobrança à necessidade de eleger representantes comprometidos com a capital. Ao comentar a Assembleia Legislativa, afirmou que o reconhecimento da importância histórica e econômica da cidade não se traduz em atuação política.
“A gente não percebe esse mesmo empenho, a gente não percebe esse respeito na prática da Assembleia Legislativa.”
Questionado sobre a realização de festas, o prefeito defendeu que os eventos movimentam a gastronomia, a hotelaria e os serviços de transporte. Segundo ele, a gestão ampliou o público das programações com menor custo médio. Léo também citou a abertura de unidades de saúde, a oferta de exames e o atendimento de especialistas para responder às críticas sobre as prioridades da administração.
“Sabe só qual é a maior festa? São as entregas reais que nós fazemos.”
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