Prof. Herbert Lins – MTE 1143
A República sequestrada
CARO LEITOR, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), tornou-se símbolo de uma preocupante concentração de poder que ameaça o equilíbrio entre as instituições. Quando a toga parece se sobrepor aos limites constitucionais, a República deixa de servir à democracia e passa a flertar com o arbítrio. A determinação de apreender o passaporte do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ), justamente no dia da derrota, se confirmada nesse contexto, representa um episódio que exige explicações públicas e rigorosa análise jurídica. Há decisões que ultrapassam a controvérsia e alimentam a percepção de perseguição política. É o sumo da perversidade quando a força institucional parece transformar-se em instrumento de intimidação. Nenhum ministro está acima da Constituição, assim como nenhum político está imune à lei. A República não tem dono, e a toga não concede licença para governar pela intimidação. Democracia exige limites, transparência e justiça para todos.
Bateu
O ministro Alexandre de Moraes (STF)) bateu no defunto quando já tinha perdido a eleição. O presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não poderia ficar no Brasil esperando o carrasco determinar cortar a sua cabeça.
Coragem
Como hoje é dia de #TBT, vale a pena recordar: fui avisado três dias antes da Operação Apocalipse para fugir, mas não fugi. Fiquei pronto, arrumado e esperando a Polícia Civil chegar ao cubículo onde morava. Resistir também é coragem!
Resistir
Resisti, venci e estou aqui contando a história. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deveria ter permanecido e enfrentado o momento, assim como Lula (PT-SP) fez em duas ocasiões. Na política, fugir pode aliviar a pressão, mas resistir marca a história.
Brasão
Hoje é dia de #TBT e a carta de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), após a derrota presidencial, virou constrangimento: a primeira versão trazia o brasão antigo com “Estados Unidos do Brazil”. O erro foi corrigido, mas deixou marcas no discurso patriótico.
Patriotismo
O brasão usado na carta de Flávio Bolsonaro já era obsoleto desde a Lei nº 5.443/1968, durante o governo do ditador Costa e Silva. Ironia histórica: o ditador defendia a soberania nacional. Patriotismo exige respeito à história e aos símbolos do Brasil.
Soberania
A ironia é que generais do regime militar, apesar das contradições da ditadura, defendiam a soberania nacional com mais ênfase que setores próximos à Família Bolsonaro, hoje em busca de respaldo nos Estados Unidos. Patriotismo exige defender os interesses do Brasil.
Vira-lata
Paulo Figueiredo, neto do general e ditador João Baptista Figueiredo (Arena), encaminhou a carta da Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à imprensa. O episódio reacende a crítica ao complexo vira-lata: quando a política brasileira busca validação externa, a soberania vira discurso. Afinal, o Brasil não precisa de tutela estrangeira.
Boicote
Em Rondônia, listas de boicote contra empresários vistos como apoiadores do presidente Lula (PT-SP) reacendem o alerta sobre intolerância política. Expor comerciantes e afastar clientes por suas escolhas eleitorais transforma divergência em punição financeira.
Denunciou
O educador físico Joilson Costa, conhecido como Joilson do Zumba, denunciou nas redes a campanha “não compre nada e não dê nem água” contra quem apoiou Lula (PT-SP). Em seu vídeo, pediu empatia, paz e amor, em defesa do respeito democrático.
Lista
Em Porto Velho, também circulou uma lista de empresários que teriam apoiado Lula (PT-SP), incentivando boicote. André, comerciante de Machadinho d’Oeste, publicou vídeo defendendo a demissão de petistas; as falas causaram críticas nas redes sociais.
Condenadas
Em 2022, sete pessoas foram condenadas por episódios de perseguição; novas listas de boicote e defesa de demissões reacendem os alertas. Divergência política não justifica exclusão, retaliação econômica nem perseguição a quem vota diferente.
Intolerância
“Alemães! Defendam-se! Não comprem de judeus!” De Berlim, em 1933, ao Brasil de hoje, listas de boicote expõem comerciantes por suas posições políticas. Embora os contextos sejam distintos, o alerta permanece: intolerância e exclusão econômica ameaçam a convivência democrática.
Criticou
A deputada Cláudia de Jesus (PT) denunciou, na tribuna da Assembleia Legislativa de Rondônia (ALERO), listas de boicote a empresários que apoiaram Lula (PT-SP). Ela também criticou a campanha que defende demitir quem votou no presidente.
Demitir
Em resposta à deputada Cláudia de Jesus (PT), o deputado estadual e vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos) afirmou que “o empresário tem direito de contratar e demitir quem quiser”, em defesa da liberdade de decisão dos empregadores.
Comparou
O deputado Rodrigo Camargo (Podemos) criticou a própria ALERO pela votação de projetos enviados pela Casa Civil em regime de urgência, sem tempo adequado para análise. Comparou a prática a uma mordaça, venda nos olhos e mãos amarradas dos parlamentares.
Cautela
O deputado Ismael Crispim (PP) disse respeitar Rodrigo Camargo (Podemos), a quem considera estudioso e preparado. Porém, alertou que, como vice-governador eleito, suas críticas ao plenário exigem cautela: em 1º de janeiro, ele assumirá o governo.
Evitar
O deputado Laerte Gomes (PSD) afirmou que os parlamentares se sentiram atacados pelas declarações de Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu o respeito à Assembleia e lembrou que o diálogo entre os Poderes é essencial para evitar conflitos institucionais.
Negou
O deputado estadual Alan Queiroz (PL) negou desmentiu informações sobre um possível rompimento do parlamentar com o Partido Liberal e uma eventual aliança com outro parlamentar nas articulações para a próxima Mesa Diretora da ALERO.
Alinhado
Não passa de especulação a possível saída do deputado reeleito Alan Queiroz (PL) do bloco do PL e Novo para disputar a Mesa Diretora da ALERO. O parlamentar segue alinhado à legenda e ao grupo político do governador eleito Marcos Rogério (PL).
Rumor
O rumor ganhou força após uma página de notícias no Instagram levantar dúvidas sobre uma eventual mudança de lado de Alan Queiroz (Podemos). A hipótese foi associada às articulações para definir o comando da ALERO no próximo biênio.
Defendeu
A deputada estadual Dra. Taissa Souza (PL) defendeu no plenário da ALERO o presidenciável Flávio Bolsonaro enquanto ele deixava o Brasil. Ele se posicionou contra decisão de recolher os passaportes de Flávio determinado pelo ministro Alexandre de Moraes do STF.
Namoro
Os vereadores Zé Paroca e Breno Mendes, ambos do Avante, seguem alinhados ao prefeito Léo Moraes (Podemos). Se o namoro político continuar intenso, os dois poderão desembarcar no Podemos durante a próxima janela eleitoral, consolidando a aliança.
Atendeu
A Prefeitura de Porto Velho (PMPV) atendeu ao pedido do vereador Dr. Júnior Queiroz para realizar tapa-buracos na Rua Hugo Ferreira, esquina com a Geraldo Perez, no bairro Conceição. A ação busca melhorar o tráfego e a segurança viária.
Sério
Falando sério, no fim das contas, a política rondoniense segue entre discursos inflamados, disputas pelo poder e intolerância eleitoral. Enquanto uns tentam calar adversários, outros disputam espaços. A democracia exige menos arrogância e mais responsabilidade pública.


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