O presidente da Ucrânia, Volodymyr, afirmou em seu discurso na Assembleia Geral da ONU que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, pretende ampliar a guerra para outros países europeus, incluindo territórios da Otan.
Segundo Zelensky, governos europeus receberam informações de inteligência sobre possíveis intenções russas.
“Há semanas, os europeus alertam que a Rússia pode ir mais longe na Europa, até mesmo em território da Otan”, afirmou o presidente de Ucrânia, acrescentando que os líderes europeus têm informações sobre as intenções russas.
Zelensky também afirmou que a Rússia utiliza cidadãos de outros países no conflito. Segundo ele, há pessoas de 47 países envolvidas na guerra ao lado das forças russas. Algumas das nações mencionadas foram:
Gana
Nepal
Tadjiquistão
Índia
Iêmen
Quênia
Zimbábue
Cuba
Belarus
Sudão
África do Sul
Zelensky afirmou ainda que alguns estrangeiros chegam à Rússia por meio de "enganos e artimanhas" e acabam enviados para o campo de batalha.
“Quero falar diretamente a todos os representantes desses 47 países. Vocês sabem o que a Rússia está fazendo com seu povo. São seus cidadãos. Cuidem deles e não permitam que acabem em outra frente. Não deixem Putin arrastá-los para esta guerra”, disse.
Guerra na Europa
No discurso desta quarta-feira (23), o ucraniano afirmou que a Rússia conquistou pouco mais de 1 mil km² de território ucraniano neste ano, apesar das perdas. Segundo ele, parte dessas áreas já foi retomada pelas forças ucranianas.
Ao longo do discurso, Zelensky voltou a acusar Putin de buscar novos territórios além das áreas atualmente ocupadas. Ele citou Donetsk, Odessa e Kharkiv e afirmou que a
O presidente também defendeu novas sanções contra Moscou e medidas para reduzir as receitas russas utilizadas no financiamento da guerra. Segundo Zelensky, países que mantêm comércio com a Rússia dão ao conflito mais tempo para continuar.
Zelensky chegou à Assembleia Geral na última terça (22) em meio à continuidade da guerra iniciada pela invasão russa da Ucrânia, em fevereiro de 2022. O conflito permanece sem um acordo de paz, enquanto Estados Unidos, países europeus e outras nações discutem formas de encerrar as hostilidades.


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