Todo 7 de Setembro, o Brasil comemora o dia em que deixou de pedir licença a Portugal para decidir seu próprio destino. Infelizmente a maior parte dos servidores públicos federais do ex-território de Rondônia ainda não teve seu direitos totalmente libertos. O servidor público federal continua pedindo favor — só que à Brasília dos politicos. Eu sei disso porque vivi isso: quantas vezes fomos em comitiva, montei fila de audiência, redigi ofício e torci por um parecer favorável? Isso não é representação, é súplica. É ir com o pires na mão pedir o que já deveria ser direito garantido.
Foi assim que aprendi, à frente do Sindsef-RO, que resistir compensa: trocamos o roteiro de pedir pelo de cobrar. Como sindicato de mais de 15 mil filiados, com presença em 32 órgãos federais em Rondônia, ajudamos a impedir a extinção da Funasa durante a tramitação da MP 1.156; corrigimos o enquadramento de mais de 6 mil servidores de NA para NI, com salários que passaram de aproximadamente R$ 2.500 para R$ 6.066; e devolvemos a mais de 2.900 servidores o desconto indevido do Seguro Bradesco.
Também lutamos pela ampliação do auxílio-alimentação, pela Retribuição por Titulação para professores aposentados antes de 2013, pela reabertura do prazo de transposição, pela isonomia do Imposto de Renda para mais de 2 mil professores, pelo retorno da GEDEXT e por avanços para professores pioneiros e professores leigos — sempre levando Rondônia para a mesa nacional de negociação, em vez de esperar que decidissem por nós.
Agora, como candidato a deputado federal, quero levar essa experiência para dentro do Congresso. Não vou mandar mais um emissário pedir audiência: quero ser, de dentro, quem já nasceu servidor e sabe exatamente o que cobrar. Vou lutar pela regulamentação integral da PEC 47, pela retomada da PEC 101 em defesa dos sucanzeiros intoxicados por DDT, por um plano de saúde vitalício para essa categoria e pela dedicação exclusiva dos professores.
Quero criar um sistema nacional de reconhecimento de saberes e competências, defender reajustes periódicos do auxílio-alimentação, combater os descontos consignados indevidos que atingem aposentados e pensionistas, e trabalhar pela modernização e transparência do SIAPE. Defendo também as comunidades ribeirinhas de Rondônia, que ainda enfrentam dificuldade de acesso a saúde, saneamento e dignidade.
Para mim, a verdadeira independência do servidor público não vem de decreto. Vem de ter, dentro do Congresso, alguém com o DNA da própria categoria — não mais um intermediário de plantão. Chega de ir a Brasília de pires na mão. Minha trajetória é essa: sair do sindicato, chegar à Câmara dos Deputados e seguir defendendo, de dentro, os direitos de quem serve o Brasil. Afinal, por trás de um SERvidor público, existe um SER humano que precisa ser valorizada e reconhecido


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