PORTO VELHO, RO - Estamos a oito dias das eleições gerais no Brasil. No dia 4 de outubro, o eleitor brasileiro terá a oportunidade de reeleger ou eleger o presidente da República, governadores, dois dos três senadores de cada Estado e do Distrito Federal, além dos deputados federais e estaduais.
Se há cerca de dois anos foram reeleitos e eleitos prefeitos e vereadores, nas eleições municipais de 2024, a responsabilidade agora é maior. O eleitor está preparado para a missão constitucional e obrigatória de exercer o voto e escolher os futuros governantes, seja para os cargos executivos ou legislativos?
O eleitor terá que realizar, na cabine de votação, seis operações seguidas, votando no deputado federal, depois no estadual, no primeiro voto para senador, no segundo voto para senador, no governador e no presidente da República. A cada cargo, terá que apertar o botão “confirma”. É recomendável que mesmo as pessoas mais esclarecidas levem uma “cola” para não terem problemas na hora de enfrentar as urnas eletrônicas.
Rondônia tem cerca de 200 candidatos a deputado estadual. O número era maior, mas muitos nomes não conseguiram o registro no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e estão fora das eleições de 4 de outubro.
A Assembleia Legislativa (Ale) de Rondônia tem 24 cadeiras, e 21 deputados querem novos mandatos. Na maioria das vezes, o processo de reeleição é mais difícil do que a conquista do primeiro mandato. Por mais que o parlamentar tenha feito, as cobranças são muitas.
O legislador não faz estradas, postos de saúde ou escolas, mas faz leis, apresenta proposições e indicações, fiscaliza e orienta o trabalho do Executivo. E o eleitor cobra tudo no processo de reeleição. No primeiro mandato, os “compromissos” são promessas, que passam a ser cobradas na disputa por um novo mandato.
O processo eleitoral vem sendo acompanhado desde a abertura da campanha, em agosto. Nota-se que nem todos se preocuparam com a orientação do eleitor, que terá que realizar seis operações seguidas na urna eletrônica sem poder contar com a ajuda de ninguém.
Na apuração dos votos, não será surpresa a aparição de nomes novos na lista de eleitos. Em Porto Velho, por exemplo, dez dos 23 vereadores reeleitos e eleitos em 2024 concorrem a deputado estadual, vários deles com muitas chances de sucesso. Dois disputam as oito vagas à Câmara Federal, ou seja, quase metade dos vereadores da capital está participando das eleições deste ano.
No interior, também há não somente vereadores e ex-vereadores, mas ex-prefeitos, ex-deputados, lideranças agrícolas, comerciais e sindicais na lista de candidatos à Ale. A disputa está ferrenha e, como a campanha eleitoral entra na última semana, porque daqui a oito dias os eleitores vão às urnas, a correria e a tensão fazem parte do dia a dia dos candidatos, cabos eleitorais e simpatizantes.
Por volta das 20 horas do dia 4, já será possível saber a futura composição do Parlamento Estadual e pode-se afirmar, com segurança, que haverá a presença de vários nomes novos, porque há candidatos bem preparados e com potencial de votos suficiente para se elegerem para um primeiro mandato.
O eleitor já escolheu o seu candidato? Vai manter o voto ou optará por um novo nome? É preciso ser seletivo e não vender o voto.


Comentários
Seja o primeiro a comentar!