PT – O partido vem perdendo espaços na política regional desde as eleições de 2022. Na ocasião elegeu somente Cláudia de Jesus, deputada estadual. Não conseguiu eleger nenhum prefeito em 2024 e dos 23 vereadores de Porto Velho, nenhum é do PT. Para um partido que sempre teve de 19% a 21% dos votos válidos em Rondônia, o desempenho nas últimas eleições foi decepcionante. Agora o partido aposta na reeleição de Cláudia, que tem domicílio eleitoral em Ji-Paraná e na eleição de Fátima Cleide, ex-senadora e com um trabalho político dos mais elogiáveis na sua passagem pelo Senado e na militância regional para o Legislativo Estadual. Fátima somou mais de 28 mil votos em 2022 como candidata a deputada federal. Foi a quinta mais bem votada, mas não se elegeu devido a legenda. Agora o partido tem chances de reeleger Cláudia e eleger Fátima, que está hoje (22) em Guajará-Mirim mantendo contato com lideranças regionais.
Debate – Novamente o ex-prefeito de Porto Velho, dois mandatos seguidos, Hildon Chaves (UB), não teve um bom desempenho no debate realizado na segunda-feira (21) na Sic TV (Record). Gaguejou, se atrapalhou em algumas oportunidades, mas foi genial quando disse que resolveria todos os problemas de Rondônia montando o secretariado com Adailton Fúria (PSD), Expedito Netto, Marcos Rogério, seus adversários. Realmente foi uma sacada das mais oportunas e, apesar de irônica, explicita realmente o que ocorre em campanhas eleitorais, quando os candidatos, principalmente a cargos executivos fazem promessas e apresentam planos de causar inveja, devido a sua “praticidade”, e de atender a todos os interesses da população na economia, na educação, estradas, saúde, etc. Quase sempre se assemelha a um novo Jesus Cristo”, com solução para tudo. É o fim da rosca...
Ex-prefeitos – Vários ex-prefeitos de cidades consideradas da maior importância para a economia de Rondônia estão entre os candidatos a cargos eletivos nas eleições gerais de outubro. Porto Velho tem dois ex-prefeitos concorrendo. Hildon Chaves (UB), dois mandatos seguidos, que disputa à sucessão estadual. A capital também tem Mauro Nazif (Republicanos), que foi prefeito em um mandato e também passou pela câmara de vereadores, Assembleia Legislativa (Ale), e Câmara Federal. Do interior também concorrem ex-prefeitos das principais cidades. De Ji-Paraná, Acir Gurgacz, que preside o PDT no Estado e quer retornar ao Senado. Também ex-prefeito (dois mandatos) e ex-deputado estadual Jesualdo Pires (PP), concorre a uma das oito vagas à Câmara Federal.
Ex-prefeitos II – A lista continua com Adailton Fúria (PSD), ex-prefeito de Cacoal, dois mandatos seguidos, ex-vereador e ex-deputado estadual. A relação continua com Carlos Magno (Solidariedade), que foi prefeito de Ouro Preto do Oeste em duas oportunidades, que também foi deputado estadual e federal; passou pela Casa Civil do Governo do Estado e na Secretaria da Agricultura da Prefeitura de Porto Velho. Todos são candidatos com potencial de voto comprovados em eleições anteriores. A maioria com chances reais de conseguir atingir o objetivo, que é de se eleger, alguns com mais, outros com menos condições, mas com certeza estarão entre os candidatos com votações expressivas. É importante lembrar, que temos duas das três vagas ao Senado, oito cadeiras na Câmara Federal e 24 na Assembleia Legislativa (Ale). E que 21 dos 24 deputados estaduais são candidatos à reeleição.
Candidatos – Poucas pessoas sabem, provavelmente muitos políticos entre elas, que os candidatos não podem ser presos até 48 horas, após as eleições em 1º turno, dia 4 de outubro. A lei diz que 15 dias antes, no caso, desde o dia 19 de setembro, até o dia 6 de outubro (48 horas após), nenhum candidato pode ser detido ou preso, a não ser em flagrante delito. A situação está prevista no artigo 23 do Código Eleitoral. A regra é a mesma para o segundo turno, de 10 a 27 de outubro. A medida tem como finalidade preservar a igualdade de condições entre os concorrentes e assim, impedir que ocorram prisões como forma de influenciar no resultado ou prejudicar candidaturas. Esta semana já tivemos operações policiais na capital e no interior envolvendo políticos e, não ocorreram prisões, porque o artigo 23 do Código Eleitoral já está em vigor desde o sábado (19). O clima é tenso em alguns segmentos...
Respigo
Quem está participando da campanha política de forma direta, que vai à campo, que coloca o pé na estrada diz que o poder econômico está “falando” alto junto ao eleitorado. A chamada “compra” de votos estaria sendo praticada de forma extrema e, certamente, nos próximos dias o “argumento” deverá ser multiplicado, porque estamos a 12 dias das eleições gerais +++ Mas os órgãos fiscalizadores estão atentos e, até 4 de outubro a expectativa é de flagrantes de candidatos e cabos-eleitorais com punições extremas. Muita gente está sendo monitorada... +++ Comentários nos bastidores da política estimam que, dos nove vereadores de Porto Velho que estão concorrendo à Assembleia Legislativa, quatro estão em condições de conseguirem cadeiras na Casa do Povo a partir de janeiro do próximo ano. Seria mais ou menos os cálculos, que fazem os analistas políticos, de que teremos renovação na Ale-RO para a próxima legislatura entre 50% a 60% +++ A Assembleia Legislativa tem 24 cadeiras. Dois deputados concorrem a cargos executivos (vice-prefeito) e um está inelegível +++ Estão concorrendo na busca de mais um mandato 21 deputados. As chances de eleger três vareadores de Porto Velho são muitas, pois a capital tem cerca de 360 mil eleitores em condições de voto.
• Faltam 12 dias paras as eleições. Você já escolheu seus candidatos aos diversos cargos que estão em disputa? Seu voto tem validade de 4 anos, por isso vote com o cérebro, não o estômago.


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