Trânsito – Até agosto de 2025, (há um ano) Porto Velho tinha cerca de 110 mil motocicletas circulando na capital e distritos. Hoje o número deve ser maior. Era 45% dos veículos automotores circulando pelas ruas e avenidas. Levantamento recente (primeiros seis meses do ano) do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) constatou que 43,8% de todas as ocorrências atendidas pelo órgão estavam envolvidas motocicletas. Foram mais de 1,6 mil sinistros. O trânsito violento e desorganizado de Porto Velho sempre ocupou as manchetes do noticiário. Isso reflete no Pronto Socorro João Paulo II, onde em torno de 70% dos atendimentos estão relacionados com o trânsito. Na maioria das vezes tendo motocicletas envolvidas. A maior parte das ações das equipes médicas estão concentradas na traumatologia devido aos acidentes envolvendo os veículos de duas rodas.
Violência – O trânsito em Porto Velho é realmente violento, desorganizado, confuso; sinalização limitada e organização péssima. A cidade cresceu –e continua crescendo– mas não houve preocupação com a fluência do trânsito. Na Avenida Sete de Setembro, centro da cidade e onde está –ou estaria– a maior parte do comércio tem o fluxo estrangulado, porque os ambulantes estão instalados nas calçadas desde o Prédio do Relógio, onde fica a prefeitura, até a Avenida Marechal Deodoro. Além de ocuparam quase toda a calçada estacionam seus veículos onde permanecem durante todo o dia prejudicando o fluxo comercial, pois quem não tem estacionamento próprio, a maioria, fica no prejuízo, porque o cliente não tem onde parar, já que as ruas paralelas estão sempre repletas de veículos, quase a totalidade. Os donos são as pessoas que trabalham na área. Por que não retornar com o estacionamento como no segundo mandato do ex-prefeito Roberto Sobrinho (PT). As placas ainda estão lá.
Organização – O prefeito Léo Moraes (Podemos), e sua equipe, que está no oitavo mês do segundo ano de mandato, ainda tentou organizar o trânsito na área central, mas não conseguiu. Em alguns locais foram implantados o estacionamento diagonal, mas boa parte não funcionou, como às imediações do Palácio do Governo. Além de regulamentar o estacionamento central e nos principais centros comerciais, como as Zonas Norte e Sul, é necessário fiscalizar, orientar, organizar com a utilização de policiais e agentes de trânsito, para principalmente colocar um fim no excesso de acidentes com motocicletas, a maioria provocada por “motoqueiros”, os motoboys, que entregam encomendas e fazem das ruas e avenidas da capital pistas de corridas, com ultrapassagens pela direita, excesso de velocidade, dentre outras irregularidades. E Porto Velho também precisa de um Pronto Socorro Municipal, para ajudar a “desafogar” o João Paulo, que também recebe demandas de pacientes do interior, de parte do Amazonas e da Bolívia e está sempre superlotado.
Eleitorado – No início do mês o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou que Rondônia tem cerca de 1,2 milhão de eleitores em condições de votar nas eleições gerais de outubro quando serão reeleitos e eleitos presidente da República, governadores e os vices; duas das três vagas de cada Estado ao Senado, Câmara Federal e Assembleias Legislativas. Porto Velho é o maior colégio eleitoral com 368.124 eleitores seguido de Ji-Paraná, 98.196. O terceiro é o município de Ariquemes, 72.752, seguido de Vilhena, 71.748 e Cacoal é o quinto colocado, 70.158 eleitores. Destaque para o equilíbrio entre Ariquemes, Vilhena e Cacoal com números bem aproximados. De Ariquemes para Vilhena, 1004. Vilhena tem 1.580 eleitores a mais que Cacoal.
Representatividade – Em termos de representatividade política no interior, Ariquemes se destaca, pois tem um senador, Confúcio Moura-MDB, dois deputados federais Rafael O Fera (Podemos) e Thiago Flores (Republicanos), e os deputados estaduais Alex Redano (Republicanos), presidente da Assembleia Legislativa e Rodrigo Camargo (Podemos). Vilhena e região elegeram o senador Jaime Bagattoli (PL) e a deputada estadual Rosângela Donadon (PRD). O segundo colégio eleitoral do Estado, Ji-Paraná tem no Congresso Nacional a deputada Sílvia Cristina, que preside o PP no Estado e o senador Marcos Rogério, presidente estadual do PL. O deputado estadual mais bom votado em 2022 (25.603 votos), Laerte Gomes (PSD), Cláudia de Jesus (PT) e Nim Barroso (PL).
Respigo
Analisando tópicos acima é possível destacar que Ariquemes é hoje a força política do interior do Estado. Além do senador Confúcio Moura (MDB, conta no Congresso Nacional, com dois deputados federais, Thiago Flores e Rafael O Fera +++ Na Ale-RO também se destaca com o presidente da Casa de Leis, Alex Redano e o delegado Rodrigo Camargo. Redano é candidato à reeleição e Camargo a vice de Marcos Rogério na disputa pelo Governo do Estado +++ A partir do dia 25 (terça-feira) a Assembleia Legislativa terá mudanças na programação de sessões ordinárias devido as eleições gerais de outubro. Normalmente são realizadas às terças-feiras, pela manhã, e nas quartas-feiras à tarde +++ As sessões semanais serão realizadas às terças-feiras. Na próxima semana as ordinárias, ainda, serão realizadas às terças e quartas-feiras +++ Em Rondônia temos muitos torcedores do Londrina, que joga hoje ((14) pelo Brasileirão Série B contra o Sport, em Recife. O jogo inicia às 19h30 +++ Temos mais dois jogos pela B do Brasileirão. São Bernardo e Botafogo (SP) e Ponte Preta com o Náutico. Ambos os jogos a partir das 18h30.
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