A atuação do deputado estadual Delegado Camargo foi decisiva, nesta quinta, 9 de julho, durante sessão extraordinária da Assembleia Legislativa de Rondônia, para impedir que o Projeto de Lei Ordinária 1480/2026 avançasse sem uma análise mais cuidadosa sobre seus impactos às famílias rurais do estado.
A proposta, encaminhada pelo Governo de Rondônia, previa a abertura de crédito especial de R$ 15 milhões em favor da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental, Sedam. Durante a discussão em plenário, foram apresentados diversos pontos da destinação dos recursos, incluindo despesas com combustível, manutenção e locação de veículos, aquisição de móveis e equipamentos, embarcações, motocicletas, além de diárias civis e militares para ações em unidades de conservação.
O ponto que acendeu o alerta foi a previsão de recursos para ações de preservação, manutenção e atuação operacional em unidades de conservação. Para Delegado Camargo, a Assembleia não poderia aprovar a matéria de forma apressada sem compreender, com clareza, se esses valores poderiam financiar operações em áreas onde vivem famílias rurais que ainda aguardam uma solução definitiva do Estado.
Durante a sessão, o parlamentar lembrou que já havia protocolado requerimento buscando informações detalhadas sobre o uso dos recursos. A resposta chegou ao gabinete do deputado pouco antes da votação, às 14h39, trazendo informações sobre diárias civis e militares destinadas a ações em unidades de preservação e conservação no estado.
Ao analisar a resposta, Camargo afirmou que o conteúdo exigia cautela. O deputado destacou que seu posicionamento não era contra a preservação ambiental, mas contra qualquer medida que pudesse atingir famílias rurais vulneráveis sem transparência, planejamento e responsabilidade.
“Não queremos, de maneira alguma, impedir a preservação do meio ambiente. Pelo contrário, é um dever nosso. Nós temos que ter cuidado e responsabilidade com as famílias que lá estão”, afirmou o deputado durante a sessão.
Diante da manifestação de Delegado Camargo, a condução da sessão admitiu a necessidade de retirar o projeto de pauta para que a matéria fosse melhor analisada. Outro parlamentar também concordou com a posição de Camargo e reforçou que os produtores rurais se encontram em situação de vulnerabilidade, já que ainda não há conclusão sobre o encaminhamento final dessas questões.
Na prática, a intervenção de Delegado Camargo impediu que o projeto avançasse sem o devido debate e colocou a proteção das famílias rurais no centro da discussão. Para o deputado, o Estado precisa cumprir seu papel ambiental, mas não pode tratar trabalhadores do campo como inimigos nem autorizar ações sem explicar exatamente onde, como e com qual finalidade os recursos serão utilizados.
A atuação reforça a postura fiscalizadora do parlamentar, que tem cobrado transparência em projetos enviados pelo Governo do Estado, especialmente quando há risco de impacto direto sobre produtores, moradores de áreas rurais e famílias que dependem da terra para sobreviver.
Com a retirada de pauta, o projeto deverá ser analisado com mais cautela antes de qualquer deliberação definitiva. Para Delegado Camargo, a preservação ambiental deve caminhar junto com o respeito à dignidade das famílias rurais, à segurança jurídica e ao direito de quem vive e produz em Rondônia.


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