O deputado estadual Delegado Camargo recebeu, em seu gabinete, famílias que vivem de perto os desafios enfrentados por crianças cardiopatas em Rondônia. O encontro teve como pauta principal a mobilização em torno da CardioKidsRO, associação criada para acolher, orientar e apoiar crianças e adolescentes com cardiopatia congênita, além de dar visibilidade às dificuldades enfrentadas por pais que dependem de tratamento especializado.
Durante a reunião, Luiz Fernando e sua esposa, Fabi Meireles, compartilharam a história da filha Maitê, hoje com 2 anos e meio. A família descobriu, ainda em 2023, no quinto mês de gestação, que a bebê possuía uma cardiopatia congênita. A partir do diagnóstico, teve início uma jornada de acompanhamento clínico, exames e buscapor atendimento especializado.
Após compreenderem a gravidade do quadro e a necessidade de tratamento, Luiz Fernando e Fabi recorreram ao Tratamento Fora de Domicílio, o TFD. Com o encaminhamento autorizado, a família seguiu para o Hospital HCor, em São Paulo, onde deu continuidade ao pré-natal, acompanhou o nascimento de Maitê e enfrentou a primeira cirurgia cardíaca da criança.
Cinco meses depois, a família precisou retornar a São Paulo para a segunda cirurgia. Após cerca de 30 dias de recuperação, Maitê conseguiu voltar para casa. Segundo os pais, a menina está atualmente muito bem e deverá passar por um último procedimento cirúrgico por volta dos 4 anos de idade. Depois disso, a expectativa é que ela siga apenas com acompanhamento médico de rotina.
A experiência vivida pela família deu origem a uma nova missão. Luiz Fernando e Fabi decidiram iniciar a CardioKidsRO, uma associação voltada a crianças e adolescentes cardiopatas. O objetivo é auxiliar famílias que enfrentam a mesma realidade, oferecendo acolhimento, orientação e apoio a quem precisa buscar tratamento, muitas vezes fora do estado.
“Diante de tudo isso que ocorreu em nossas vidas, dos desafios e das bênçãos recebidas, nós nos sentimos gratos. Agora estamos começando uma nova jornada”, relatou Luiz Fernando. Segundo ele, a criação da associação também nasce do desejo de retribuir o carinho, a ajuda e o respeito recebidos ao longo do tratamento da filha.
No gabinete, Delegado Camargo destacou a importância de identificar as famílias rondonienses que têm filhos cardiopatas aguardando cirurgia ou em tratamento. O parlamentar fez um chamado direto aos pais e mães para que procurem a associação e relatem seus casos, permitindo a construção de um diagnóstico mais claro sobre a realidade dessas crianças no estado.
Camargo também citou a presença de Clara, mãe de Heitor, criança que faleceu após aguardar por mais de um ano e meio por uma cirurgia cardíaca. Para o deputado, histórias como essa evidenciam a urgência de fortalecer a rede de apoio, ampliar o acompanhamento dos casos e cobrar respostas mais efetivas do poder público.
“Você, papai e mamãe aqui do estado de Rondônia, que tem um filho cardiopata aguardando uma cirurgia ou mesmo em tratamento, faça contato conosco. Nós queremos conhecer o seu caso”, afirmou o deputado durante a gravação realizada no gabinete.
O parlamentar reforçou que a iniciativa precisa unir famílias, sociedade civil e poder público em torno de uma causa comum: a defesa da saúde e da vida de crianças cardiopatas. Segundo Camargo, o mandato estará à disposição para acompanhar as demandas apresentadas e contribuir para que esses casos tenham mais visibilidade e encaminhamento.
A criação da CardioKidsRO representa, para Luiz Fernando e Fabi, o início de uma caminhada de solidariedade. Depois de enfrentarem o diagnóstico, as cirurgias e a distância de casa em busca de tratamento, o casal agora pretende transformar a própria experiência em apoio concreto para outras famílias rondonienses.
“Poder contar com o apoio de pessoas abençoadas que Deus vem colocando em nossas vidas não tem preço. Está indo muito além daquilo que imaginamos que conseguiríamos”, afirmou Luiz Fernando.
Com a visita ao gabinete, a causa das crianças cardiopatas ganha mais força em Rondônia. A mobilização busca não apenas acolher famílias, mas também chamar atenção para a necessidade de respostas rápidas, acompanhamento adequado e políticas públicas capazes de garantir que nenhuma criança fique invisível enquanto espera por tratamento.



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