O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (8) um cessar-fogo de três dias entre a Rússia e a Ucrânia, de 9 a 11 de maio, além de uma troca de prisioneiros.
A data da trégua coincide com a celebração russa do Dia da Vitória, neste sábado (9), e o anúncio de Trump acontece em meio a acusações de violação de tréguas anunciadas anteriormente (veja abaixo).
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, confirmou nesta sexta-feira o cessar-fogo anunciado por Trump e "permitindo" que o desfile militar do Dia da Vitória da Rússia prossiga e garantindo que nenhuma arma seja apontada para a Praça Vermelha.
Trump afirmou em uma publicação na rede social Truth Social que a pausa incluirá a suspensão de toda atividade militar, bem como uma troca de 1.000 prisioneiros de cada país. O presidente dos EUA também afirmou que o pedido de cessar-fogo foi feito diretamente por ele.
"Espero que este seja o começo do fim de uma guerra muito longa, mortal e árdua", disse ele, acrescentando que havia progressos constantes nas negociações para pôr fim ao conflito.
O presidente Donald Trump conversa com repórteres antes de embarcar no Air Force One no Aeroporto Internacional de Palm Beach, em West Palm Beach, Flórida, no sábado, 2 de maio de 2026, com destino a Miami — Foto: AP/Matt Rourke
O anúncio de Trump acontece dias depois de o presidente russo, Vladimir Putin, anunciar um cessar-fogo de 24 horas na Ucrânia entre os dias 8 e 9 de maio, segundo a agência de notícias estatal russa RIA.
O dia 9 de maio marca o Dia da Vitória, data que marca a vitória da União Soviética sobre a Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial.
O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, acusou a Putin de “se importar apenas com desfiles militares, não com vidas humanas”. Isso porque, segundo Sybiha, a Rússia violou um cessar-fogo anunciado pelo presidente ucraniano , Volodymyr Zelensky, na segunda-feira (4).
"Acreditamos que a vida humana é muito mais valiosa do que qualquer “celebração de aniversário", disse o presidente da Ucrânia.
No ano passado, a Rússia também fez uma trégua durante o Dia da Vitória.



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