uma diretiva proibindo o envio de urânio enriquecido, próximo ao grau de pureza necessário para armas nucleares, para o exterior, segundo a agência de notícias Reuters.
A informação foi dada por duas fontes iranianas de alto escalão, que falaram sob a condição de anonimato, e mostram um endurecimento ainda maior da posição de Teerã em relação a uma das principais exigências dos EUA nas negociações de paz.
De acordo com elas, as principais autoridades iranianas acreditam que enviar o material para o exterior tornaria o país mais vulnerável a futuros ataques e, de qualquer forma, Khamenei tem a palavra final sobre assuntos de Estado importantes como este.
"A diretriz do Líder Supremo, e o consenso dentro do governo, é que o estoque de urânio enriquecido não deve sair do país", afirmaram.
A Casa Branca e o Ministério das Relações Exteriores do Irã não responderam aos pedidos de comentários da Reuters.
Há pouco mais de uma semana, o porta-voz do Parlamento uraniano afirmou que Teerã estava avaliando a possibilidade de enriquecer urânio a 90% de pureza, suficiente para construir uma ogiva nuclear, caso os Estados Unidos retomem os ataques na guerra.
🔎 O urânio em 90% de pureza apresenta um nível considerado adequado para armas nucleares. O Irã possui cerca de 440 kg de urânio enriquecido a 60%, e levaria apenas algumas semanas para elevar para esse patamar, segundo especialistas. Ambos os níveis de pureza estão acima dos permitidos pelo Tratado de Proliferação Nuclear (TNP), que é de 20%, o suficiente para fins civis.



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