Os Estados Unidos anunciaram ter feito novos ataques a petroleiros no Estreito de Ormuz nesta sexta-feira (8), em meio ao cessar-fogo que os EUA mantêm com o Irã.
As Forças Armadas norte-americanas afirmaram que os novos bombardeios dos EUA atingiram vários petroleiros vazios que tentavam furar o bloqueio naval que navios norte-americanos fazendo na entrada do Estreito de Ormuz.
O Comando Central das Forças Armadas divulgaram imagens do ataque. Veja na publicação abaixo:
Em um comunicado, o Comando Central afirmou que o ataque foi feito por um caça F/A-18 Super Hornet, que estava a bordo do porta-aviões USS George H.W. Bush, um dos navios militares dos EUA atracado na região.
A aeronave "desativou os dois petroleiros após disparar munições de precisão contra suas chaminés, impedindo a entrada das embarcações não conformes no Irã", disse o comunicado.
O Irã ainda não havia se manifestado sobre o ataque até a última atualização desta reportagem, mas a imprensa estatal iraniana disse ter registado explosões nesta sexta perto do estreito.
Momento em que EUA disparam contra navio no Estreito de Ormuz, em 8 de maio de 2026. — Foto: Reprodução/ g1
➡️ Na quinta, o Irã disse que os Estados Unidos atacaram um petroleiro iraniano e outro navio de Teerã que se aproximava do Estreito de Ormuz, além de bombardear áreas costeiras civis do território iraniano. O presidente dos EUA, Donald Trump, minimizou a ofensiva, que chamou de "tapinha" (leia mais abaixo).
Trump afirmou que os ataques foram uma forma de pressão. Nesta sexta, o chanceler iraniano, Abbas Aragchi, disse que seu país "não se curvará à pressão" e reclamou de ofensivas dos EUA durante negociações. Ele acusou Washington de estar fazendo uma "aventura militar irresponsável".
"Toda vez que uma solução diplomática está sobre a mesa, os EUA optam por uma aventura militar irresponsável", declarou Aragchi, que disse ainda que seu país aumentou o estoque de mísseis e de capacidade de lançamento ao longo da guerra com os EUA.
"Nosso estoque de mísseis e capacidade de lançamento estão em 120%, na comparação com 28 de fevereiro (quando o conflito iniciou".
'Tapinha'
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (7), em entrevista à rede americana ABC News, que os ataques retaliatórios ao Irã não violam o cessar-fogo e minimizou a ação ao chamá-la de "tapinha".
"Foi só um tapinha", disse Trump à jornalista Rachel Scott. "O cessar-fogo continua em vigor."
Mais cedo, o Irã acusou os Estados Unidos de violarem o acordo após um ataque contra dois navios no Estreito de Ormuz. Segundo Teerã, a ação também atingiu áreas civis.
De acordo com o governo iraniano, forças americanas atacaram um petroleiro que seguia em direção ao estreito, além de outra embarcação que entrava na rota marítima.
“Ao mesmo tempo, com a cooperação de alguns países da região, eles realizaram ataques aéreos contra áreas civis ao longo das costas de Bandar Khamir, Sirik e da ilha de Qeshm”, afirmou.
Após o ataque, Trump escreveu em uma rede social que três destróieres americanos atravessaram o Estreito de Ormuz sob fogo, mas não sofreram danos. Segundo ele, os ataques foram interceptados, enquanto forças iranianas sofreram perdas.
"Eles foram completamente destruídos, junto com diversas pequenas embarcações, que estão sendo usadas para substituir a Marinha totalmente desmantelada do país. Esses barcos foram ao fundo do mar, de forma rápida e eficiente", afirmou.
Trump também disse que o Irã é liderado por "loucos" e que o país usaria uma arma nuclear se tivesse a oportunidade.
"E, assim como os neutralizamos novamente hoje, faremos isso de forma muito mais dura e violenta no futuro, se não assinarem um acordo rapidamente", escreveu.



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