Na noite do último sábado (25), uma ação policial resultou na prisão de dois irmãos suspeitos de envolvimento em um homicídio ocorrido na zona rural de Machadinho d’Oeste, em Rondônia. O caso, que também envolve ocultação de cadáver e desacato, teve como vítima Otaviano de Oliveira.
De acordo com informações repassadas pela Polícia Militar, a ocorrência foi registrada por volta das 19h, após a Central de Operações receber uma denúncia anônima informando sobre um possível homicídio na linha MP47, a cerca de 1 km da RO-133, nas proximidades da comunidade Tancredo Neves.
A guarnição, comandada pelo 3º sargento Dias, com apoio do cabo Da Silva e de militares do distrito, deslocou-se imediatamente ao local, juntamente com uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), diante da incerteza quanto ao estado da vítima.
Durante as diligências, os policiais foram informados de que os suspeitos, identificados como Edson e Elizângela, teriam tentado fugir utilizando o veículo da vítima, um Fiat Uno Vivace, que acabou apresentando pane por falta de combustível. O automóvel foi abandonado, e os dois seguiram a pé até a Vila Tancredo Neves, onde estariam consumindo bebida alcoólica.
A equipe localizou inicialmente um bar onde os suspeitos haviam passado, sendo posteriormente encontrados em outro estabelecimento da vila. Ambos apresentavam sinais visíveis de embriaguez, e Elizângela demonstrava comportamento exaltado no momento da abordagem.
Durante a entrevista preliminar, os dois negaram envolvimento no crime. No entanto, após algum tempo, Edson decidiu alterar sua versão e afirmou que sua irmã teria cometido o homicídio do companheiro, alegando que apenas auxiliou na escavação de uma cova para ocultação do corpo. Segundo ele, não chegou a ver o cadáver, mas afirmou que este estaria no porta-malas do veículo.
Já Elizângela apresentou versões contraditórias, inicialmente negando os fatos e, posteriormente, atribuindo a autoria do crime ao irmão.
Com base nas informações, os policiais retornaram à residência do casal, onde Edson indicou o local onde o corpo estaria enterrado. No terreno, foi localizada uma cova rasa coberta por entulhos, incluindo eletrodomésticos inutilizados e ferragens.
A área foi isolada para preservação do local de crime, e equipes da Polícia Civil (SEVIC) e da POLITEC foram acionadas para realização da perícia. Após a exumação, não foram constatadas, preliminarmente, lesões provocadas por arma branca ou objetos contundentes, levantando a hipótese de morte por asfixia ou outro meio mecânico.
Segundo relato de Edson, Elizângela teria administrado clonazepam à vítima na noite anterior (24) e, após o adormecimento, praticado o homicídio por asfixia. Na manhã seguinte, teria tentado transportar o corpo para outro local, mas desistiu e optou por enterrá-lo na própria propriedade.
Durante a condução à unidade policial, foi necessário o uso de algemas devido ao estado de embriaguez e comportamento agressivo dos suspeitos. Elizângela teria ainda desacatado os policiais com palavras ofensivas durante o trajeto.
Foram apreendidos um aparelho celular, ferramentas utilizadas na escavação da cova e um frasco contendo substância identificada como clonazepam.
Os dois receberam voz de prisão e foram encaminhados à Unidade Integrada de Segurança Pública (UNISP), onde permanecem à disposição da Justiça.
O corpo da vítima foi liberado após os procedimentos periciais para a funerária de plantão. Já o veículo utilizado na ocorrência permaneceu no local, sendo periciado pela equipe técnica.
A Polícia Militar destacou que a ação rápida da guarnição foi fundamental para a localização dos suspeitos, preservação da cena do crime e coleta de provas, contribuindo para o avanço das investigações e manutenção da ordem pública.



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