Governador renuncia ao cargo para disputar mandato de deputado federal
CARO LEITOR, quinta-feira é dia de #tbt nas redes sociais, por sua vez, tenho procurado seguir essa tendência na coluna, evidenciando fatos políticos do passado. Em face disso, vamos trazer à luz o caso do governador da Paraíba, Tarcísio de Miranda Burity. Com uma formação acadêmica invejável na área do Direito, ele foi nomeado secretário de estado da educação da Paraíba em 1975 pelo governador Ivan Bichara (ARENA), por intermediação de José Américo de Almeida. Em seguida, por eleição indireta em 1979, ou seja, Assembleia Legislativa, como acontecia a escolha de representantes à época, Burity chegou ao cargo de governador da Paraíba pela ARENA. Diferentemente do seu padrinho político Ivan Bichara, que renunciou ao cargo de governador em 1978 para candidatar-se a senador pela ARENA, inclusive perdeu as eleições por conta do mecanismo de sublegenda, Burity renunciou ao cargo de governador para disputar o cargo de deputado federal nas eleições de 1982. Neste caso, Burity, com a popularidade em alta e temendo o mecanismo de sublegenda, não disputou uma vaga ao Senado, preferiu disputar um mandato de deputado federal e recebeu 173.107 votos (18%) de 964.252 mil eleitores no pleito eleitoral de 1982. Esse número foi superado por Pedro Cunha Lima nas eleições de 2014, quando conquistou 179.886 sufrágios, correspondentes a 9,29% dos votos válidos de 3.225.312 eleitores, porém, não superou em porcentagem a votação obtida por Burity.
Campeão
O governador da Paraíba, Tarcísio de Miranda Burity (PDS), ao renunciar ao cargo para disputar o mandato de deputado federal nas eleições de 1982, foi o campeão de votos e, por conta da sua votação expressiva, o PDS conquistou 07 vagas das 12 vagas da Paraíba na Câmara dos Deputados.
Estratégia I
A decisão do governador da Paraíba, Tarcísio de Miranda Burity, de renunciar ao cargo e quebrar a regra de disputar uma vaga ao Senado para disputar uma cadeira de deputado federal, significou na época uma estratégia política para driblar o mecanismo de sublegenda e ajudou o partido PDS a fazer mais da metade da bancada federal no pleito eleitoral de 1982.
Estratégia II
A estratégia do governador Tarcísio de Miranda Burity de disputar uma cadeira na Câmara de Deputados refletiu também nos resultados eleitorais para deputado estadual, senador e governador. Neste caso, o seu partido PDS elegeu o governador, o senador, mais da metade das vagas de deputado federal e conquistou 24 cadeiras das 36 da Assembleia Legislativa da Paraíba.
Garantir
A renúncia de mandatários do Poder Executivo seis meses antes das eleições, frequentemente imposta no jogo do poder, garante um assento no Poder Legislativo no final do mandato, ou seja, possibilita evitar o chamado “vazio político”. Portanto, o que importa é permanecer no jogo do poder e buscar uma nova representação política para não cair no esquecimento do eleitor.
Exemplo
Diante do exemplo do governador Tarcísio de Miranda Burity (PDS) da Paraíba, considero que não seja demérito o governador Coronel Marcos Rocha (PSD) renunciar ao cargo e disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados. Neste caso, a opção de não disputar uma vaga ao Senado se torna estratégia para permanecer no jogo do poder e continuar influente.
Puxador
Caso o governador Coronel Marcos Rocha (PSD) - estrategicamente - desincompatibilize-se do cargo no início de abril para disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados e trabalhar com afinco na campanha eleitoral, ele será o grande puxador de votos do PSD em Rondônia.
Conquistar
O governador Coronel Marcos Rocha (PSD), sendo candidato à Câmara dos Deputados, estrategicamente, poderá conquistar para o seu partido, o PSD, quatro ou cinco cadeiras de deputado federal por Rondônia. Quem sabe, repetir a proeza de Olavo Pires nas eleições de 1990, que elegeu 7 deputados federais pelo PTB das 8 vagas na Câmara dos Deputados.
Conquistaria
O que sobraria para primeira-dama Luana Rocha? Disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa de Rondônia (ALERO) pelo PSD. Com isso, Luana que está com a popularidade em alta, se tornaria a puxadora de votos do partido, dessa maneira, o PSD conquistaria mais vagas na ALERO.
Espaço
O gabinete parlamentar na Assembleia Legislativa de Rondônia (ALERO) é maior que o gabinete na Câmara dos Deputados. Assim, Luana Rocha teria um espaço maior para abrigar seus liderados, continuar próximo a sua base eleitoral fazendo o seu belíssimo trabalho social e, quem sabe, disputar a prefeitura de Porto Velho nas eleições de 2028.
Irmão
Qual seria o destino do irmão do governador Coronel Marcos Rocha (PSD), atual diretor-geral do DETRAN-RO? Daria um passo atrás, assumiria a coordenação geral da campanha do irmão e da cunhada Luana Rocha, com a vitória de ambos, seria indicado para ocupar um cargo de confiança em Rondônia ou seguir para Brasília com o irmão, o Coronel Marcos Rocha.
Exoneração
Falando no governador Coronel Marcos Rocha (PSD), ele exonerou no dia de ontem (11), o secretário das Finanças (SEFIN), Luiz Fernando. No seu lugar, assumiu a titularidade da pasta o adjunto, Franco Maegaki ONO. Segundo fontes palacianas, Fernando teria contrariado o governador ao manter diálogo com o vice-governador Sérgio Gonçalves (União). Sinceramente, não quero acreditar nessa hipótese e a coluna segue com espaço aberto para ambos os lados explicarem as motivações e razões da exoneração.
Campanha
Em contato com a coluna, o pré-candidato a senador Bruno do Bolsonaro (PL) disse que toda campanha de mentiras, difamatórias e de falsas acusações plantadas durante a pré-campanha e na campanha eleitoral por adversários e setores da imprensa, estará sendo tratada pela sua assessoria jurídica. Neste caso, o renomado escritório Campanari, Gerhardt & Silva Andrade.
Reputação
O favorito na corrida ao governo, senador Marcos Rogério (PL), também foi vítima de notícias colocando em dúvida a sua reputação por conta de uma ação de cobrança judicial da qual ele é o promovente. Neste caso, o juiz pediu explicações quanto à origem do valor do cheque de R$ 1 milhão trocado em dinheiro em espécie.
Ação
A ação tramita na 4ª Vara Cível de Ji-Paraná e trata de uma ação monitória, instrumento jurídico utilizado para cobrar valores com base em documentos escritos. No processo, o senador Marcos Rogério (PL) busca receber um montante que, com correção monetária, chega a R$ 1.131.358,90.
Desarticular
O senador Marcos Rogério (PL) cobra o que é seu de direito ao senhor Eduardo de Almeida Ferreira, ex-gerente do Frigorífico Tangará sediado em Ji-Paraná. Tal frigorífico foi investigado pela Polícia Federal na “Operação Reencarnação” para desarticular um esquema de sonegação de impostos federais na ordem aproximada de R$ 20 milhões.
Comprovar
Caso não tivesse como comprovar a origem da quantia de R$ 1 milhão, o senador Marcos Rogério (PL) não seria ingênuo para judicializar a cobrança da dívida nesse montante. Neste caso, ele daria como perdido e colocaria na caixa das almas. Por outro lado, acredito que esse montante não é fruto de ganhos em loterias ou comissão de venda de emendas parlamentares para aquisição de tubos lineares em loja de escala local.
Descontextualização
O pré-candidato a governador e prefeito de Vilhena, delegado Flori, ainda filiado ao Podemos, também segue sofrendo campanhas de descontextualização da sua fala em relação a uma entrevista no passado quando questionado sobre a preferência do eleitor entre o presidente Lula (PT-SP) e o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Viabilizar
Durante a entrevista meses atrás, o prefeito de Vilhena, o delegado Flori (Podemos), disse que se a eleição fosse naquele dia, o favorito a ganhar seria o presidente Lula (PT-SP). Mas, com o passar dos meses, o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) poderia viabilizar a sua vitória para a Presidência da República. É o que está acontecendo.
Pedra
Falando em campanha de descontextualização de falas, mentiras, difamatórias e de falsas acusações a um pré-candidato, não acontecem por acaso. Tais ataques partem de adversários para atingir candidatos que estão liderando ou crescendo nas pesquisas de intenção de votos. Neste caso, existe um ditado popular que diz: ninguém joga pedra em árvore que não dá frutos.
Jogador
O prefeito Léo Moraes (Podemos) é um jogador nato na política, possui a expertize de um jogador de xadrez. Assim, ele joga com três frentes nos arranjos políticos das eleições de 2026. Primeiro, ele lança candidatos majoritários competitivos para valorizar o partido e cacifá-lo na mesa de negociação no jogo do poder.
Negocia
Em seguida, o prefeito Léo Moraes (Podemos) cria uma cisma partidário entre os candidatos majoritários. Por conseguinte, negocia a indicação do tio, Márcio Barreto, como candidato a vice-governador em duas pontas, ou seja, nas chapas majoritárias lideradas pelo senador Marcos Rogério (PL) e pelo prefeito de Cacoal, Adailton Fúria (PSD).
Detalhe
O empresário Márcio Barreto, proprietário de CVC Norte Turismo e tio do prefeito Léo Moraes (Podemos), confidenciou a um médico, um advogado e um empresário amigo em comum deste colunista, que está pronto para protagonizar uma candidatura a vice-governador. Detalhe, Márcio não pediu segredo.
Andanças
O vereador Dr. Júnior Queiroz (Republicanos) se divide entre plantões médicos e andanças pelas secretarias da Prefeitura de Porto Velho, levando pedidos de providências mediante demandas da população. Ele esteve pessoalmente na SEMUSA para cobrar materiais permanentes para atender à maternidade municipal e à Unidade de Saúde Rafael Vaz e Silva, bem como a destinação de um veículo para transporte de paciente do distrito de Rio Pardo para Porto Velho.
Sério
Falando sério, no caso de renúncia de um governador para concorrer a uma vaga na Câmara de Deputados, pode ocorrer, estrategicamente, para driblar a baixa popularidade, um cenário competitivo para o Senado ou ajudar o partido a conquistar o maior número de cadeiras pertencente ao estado na Câmara dos Deputados. Neste caso, o puxado de votos ganha maior influência dentro do partido e no Congresso Nacional.



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