A cidade de Porto Velho começou a dar novos significados a terrenos antes abandonados ou sem uso definido. Por meio da implantação de microflorestas urbanas, espaços degradados estão sendo convertidos em áreas verdes, produtivas e acessíveis à população, reunindo recuperação ambiental, produção de alimentos e ampliação da cobertura vegetal.
A iniciativa, coordenada de forma integrada entre secretarias municipais, já começa a mudar a paisagem em diferentes regiões da capital, incluindo Áreas de Proteção Permanente (APPs), com impacto direto na qualidade de vida da população. As microflorestas urbanas são pequenos bosques implantados em áreas da cidade com alta densidade de plantio e diversidade de espécies.
Transformação dos espaços
Na fase inicial do projeto no Parque da Cidade, foram plantadas cerca de 300 mudas com aproximadamente 1,5 metro de altura, além de outras 30 árvores de médio porte, entre 3 e 5 metros. A combinação forma pequenos bosques urbanos com potencial produtivo e ambiental. Entre as espécies escolhidas estão: caju, cajazinha, genipapo, azeitona e ingazinha, ipê-rosa, jacarandá, manguba, rezedá e sibipiruna.
As mudas são produzidas no viveiro municipal, que também abastece ações de distribuição para a população. Além do plantio, as equipes seguem com a manutenção das áreas já implantadas. Segundo o diretor do Departamento de Proteção e Conservação Ambiental da Sema, Arthur Borin, o trabalho vem sendo intensificado desde o fim do ano passado.
“Estamos realizando, em média, quatro plantios por mês desde dezembro, totalizando 16 ações na cidade, com cerca de 300 mudas por área. Já atuamos no Ecoparque Jacques Demolay, Praça do Santo Antônio, Skate Parque, canteiro central da avenida Tiradentes, Imigrantes e Parque da Cidade, entre outros pontos”, destacou o diretor.
Paisagismo ativo
Mais do que estética, o projeto introduz um novo conceito: o paisagismo produtivo. A ideia é substituir áreas ociosas por espaços que também possam gerar alimentos. De acordo com o secretário-executivo da Seinfra, Giovani Marini, o objetivo é dar função social aos vazios urbanos e chegar em várias regiões da cidade.
“A gente quer ocupar os vazios urbanos de Porto Velho, que são terrenos sem uso, com árvores frutíferas amazônicas. Também estamos atuando em áreas de APP. Nosso objetivo é produzir alimento, o que chamamos de paisagismo ativo. Em vez de plantar apenas flores, plantamos o que as pessoas podem consumir”, explicou o secretário.
Benefícios
Além da produção de alimentos, as microflorestas desempenham um papel importante no equilíbrio ambiental da cidade. Entre os principais benefícios estão: Redução da temperatura urbana, Captura de dióxido de carbono (CO₂), Melhoria do ciclo hidrológico, Diminuição da poluição sonora e ainda o Aumento da biodiversidade, com retorno de aves e pequenos animais.
O projeto é resultado da atuação conjunta entre diferentes órgãos municipais: Secretária municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Sema), Secretaria Municipal de Agricultura (Semagric), Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra), Agência Reguladora dos Serviços Públicos Delegados e de Desenvolvimento do Município de Porto Velho (ARDPV). Essa integração tem permitido ampliar o alcance das ações e garantir a continuidade do projeto.
Próximos passos
Para o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes, além dos ganhos ambientais, a população passa a contar com novos espaços de convivência, lazer e sombra. “a gente vai seguir com o mapeamento de novos pontos para implantação das microflorestas. A nossa meta é expandir o projeto para diferentes bairros, ampliando a cobertura vegetal e consolidando a proposta de uma cidade mais sustentável e principalmente com mais qualidade de vida”, finaliza.



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