EUA e Israel travam guerra contra o Irã desde sábado, e trocam bombardeios desde então. Seis países árabes afirmaram em comunicado conjunto nesta segunda (2) que se reservam ao direito de legítima defesa contra ataques retaliatórios iranianos
Países do Golfo Pérsico acusaram o Irã de atacar civis e violar sua soberania nos bombardeios retaliatórios que Teerã tem realizado nos últimos dias. Arábia Saudita, Bahrein, Jordânia, Kuwait, Catar, Emirados Árabes Unidos e Estados Unidos assinaram um comunicado conjunto divulgado nesta segunda-feira (2).
Segundo comunicado, oito países do Oriente Médio foram atacados pelo Irã desde sábado, quando começou a guerra contra EUA e Israel. São eles:
Bahrein;
Iraque;
Jordânia;
Kuwait;
Omã;
Catar;
Arábia Saudita;
Emirados Árabes Unidos.
Desses países, Omã e Iraque não assinaram o comunicado.
"Condenamos veementemente os ataques indiscriminados e imprudentes com mísseis e drones da República Islâmica do Irã contra territórios soberanos em toda a região. Esses ataques injustificados atingiram territórios soberanos, colocaram populações civis em risco e danificaram infraestrutura civil", afirmou o comunicado.
Uma guerra entre os EUA, Israel e Irã começou no sábado após bombardeios em território iraniano que mataram o líder supremo Ali Khamenei e autoridades militares do país. Como resposta, Teerã tem feito ataques retaliatórios contra Israel e contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas. (Leia mais abaixo)
Desde então, diversos países do Oriente Médio têm registrado ataques iranianos e demonstrado cada vez mais insatisfação com a situação. Isso porque os bombardeios não têm se limitado a bases dos EUA, e tem atingido infraestrutura civil, como prédios, aeroportos e hotéis de luxo.
"As ações da República Islâmica representam uma escalada perigosa que viola a soberania de múltiplos Estados e ameaça a estabilidade regional. O ataque a civis e a países não envolvidos em hostilidades constitui um comportamento imprudente e desestabilizador. Estamos unidos na defesa de nossos cidadãos, de nossa soberania e de nosso território, e reafirmamos nosso direito à legítima defesa diante desses ataques", completaram os países no comunicado.
Guerra EUA e Israel x Irã
Estados Unidos e Israel lançaram um grande ataque contra o Irã na manhã de sábado (28), o que deflagrou uma guerra entre os três países. Explosões foram registradas na capital Teerã e em diversas outras cidades iranianas.
Os bombardeios mataram o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e outros membros de alto escalão da cúpula militar e de governo iraniano. Ao todo, 555 pessoas foram mortas desde o início dos ataques ao país, afirmou a organização humanitária Crescente Vermelho do Irã em atualização nesta segunda-feira (2).
Em resposta aos ataques dos EUA e de Israel, o Irã disparou mísseis contra o território israelense e contra bases militares norte-americanas no Oriente Médio. Essa troca de ataques continua desde então, com bombardeios diários contra Israel e Irã, e sendo presenciados em outros países da região.
Os EUA informaram no domingo que três militares do país foram mortos desde o início da guerra, e Trump prometeu "vingá-los".
"Infelizmente, haverá mais [mortes] antes que [a guerra] acabe. Mas os Estados Unidos vão vingar seus mortos e desferir o golpe mais devastador aos terroristas que travam uma guerra, basicamente, contra a civilização", afirmou o presidente dos EUA no domingo.



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