A formalização das federações partidárias salvou as siglas nanicas e garantiu o acesso ao FP e o FEFC
CARO LEITOR, como hoje é dia de #tbt, eu retomo o tema da cláusula de barreira aos partidos em vigor na legislação eleitoral do país. Neste caso, os partidos fora da cláusula de barreira, conhecidos como nanicos, não conseguem sobreviver sozinhos com a arrecadação entre os filiados, dirigentes e mandatários. Em face disso, precisam do Fundo Partidário (FP) para sobreviver. Além disso, ultimamente, os nanicos apelam para as federações partidárias no intuito de garantir acesso à propaganda gratuita no rádio e na televisão, além dos bilhões do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC). Assim, os nanicos Avante, PCdoB, PV, Rede, PSOL, PSDB, Cidadania, Rede e Solidariedade, por não alcançarem a cláusula de barreira nas eleições de 2022, recorreram ao mecanismo da federação partidária como forma de garantir o acesso ao FP e o FEFC. Por sua vez, o maior desafio das legendas nanicas é garantir o voto de federal para ganhar representatividade no Congresso Nacional e continuar com acesso ao financiamento partidário e eleitoral, do contrário, desaparece com as fusões partidárias para continuar no jogo eleitoral e do poder.
Nanicou
O PSDB, que já foi um dos maiores partidos do Brasil e o mais antagônico ao PT, inclusive ocupou a presidência da República por duas vezes com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB-SP), pai do Plano Real, nanicou nas urnas. Daí precisou federar com o Cidadania.
Desmanchar
O PSDB atualmente recebe R$ 5,9 milhões/mês do FP e o Cidadania recebe R$ 5,9 milhões/mês do FP. Contudo, o Cidadania optou por desmanchar a federação partidária com o PSDB. Os dirigentes do Cidadania perceberam que a federação com os tucanos nanicou ainda mais a legenda.
Puxadinho
O PV e o PCdoB viraram puxadinho do PT com a formalização da federação partidária entre as três siglas em maio de 2022. O PCdoB, com nove deputados federais, recebe R$ 4,4 milhões/mês do FP. Já o PV, com quatro deputados federais, recebe R$ 2,9 milhões/mês do FP.
Federou
A fusão entre o Patriota e PTB deu origem ao PRD, que agora recebe R$ 6,9 milhões/mês por conta dos quatro deputados federais da legenda. Contudo, o PRD federou com o partido Solidariedade, que conta com cinco deputados federais, esse recebe R$ 6,1 milhões/mês do FP.
Salvo
O partido Avante não federou e foi salvo na cláusula de barreira pela nominata de deputados federais em Rondônia nas eleições de 2022. O Avente recebe R$ 6,4 milhões/mês do FP. Agora, o maior desafio do Avante nas eleições de 2026 é vencer a cláusula de barreira novamente.
Fora
O sistema partidário do Brasil é o mais plural e fragmentado do mundo. O país conta com 30 partidos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Por sua vez, dez partidos ficaram fora da distribuição do fundo partidário: Agir, Democrata Cristão (antigo PSDC), Mobiliza (antigo PMN), Novo, PCB, PCO, Democrata (antigo PMB), PRTB, PSTU e UP.
Formalização
Falando em TSE, o pleno da Corte Eleitoral julga hoje (19) a formalização da federação partidária União Progressista (UP) formada pelo União Brasil e o Partido Progressista (PP). Em manifestação enviada ao TSE, o vice-procurador eleitoral, Alexandre Espinosa, avaliou que as siglas cumpriram os requisitos formais para registro da federação, mas ponderou em relação ao Estatuto, recomendando ajustes. A relatoria é da ministra Estela Aranha.
Peregrinação
O ex-senador Acir Gurgacz (PDT) cumpre agenda desde ontem (18) no interior para arregimentar lideranças políticas para o seu projeto de poder. Acir segue visitando Nova Mamoré e Guajará-Mirim. Em seguida, Buritis e Campo Novo, terminando com Monte Negro e Ariquemes. A peregrinação deve acabar sábado.
Surpreende
O deputado federal Maurício Carvalho (União) cada vez mais surpreende os caciques políticos no jogo do poder. Maurício conseguiu entrar na mente do ex-prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves, e convencê-lo a retornar ao União Brasil com convite formalizado pelos caciques do partido, Antônio Rueda e Antônio Carlos Magalhães Neto.
Segue
O retorno do ex-prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves, ao União Brasil o tira do isolamento político e, pela segunda vez, deixa de caminhar com o senador Marcos Rogério (PL). Hildon tinha convite e sinalizado para caminhar com Rogério nas eleições de 2026 no projeto de poder do PL. Agora, Hildon segue politicamente sob o comando do deputado federal Maurício Carvalho e do presidente estadual do União Brasil, Júnior Gonçalves.
Confirmou
O vice-governador Sérgio Gonçalves (União) concedeu entrevista no programa Bora Rondônia, comandado pelo jornalista Marcelo Reis, no canal Rondovisão, filiada à BAND. Sérgio confirmou sua pré-candidatura ao governo pela federação União Progressista (UP). Sérgio ainda tem esperança de assumir o governo em 05 de abril próximo com a possível renúncia do governador Coronel Marcos Rocha (PSD) para disputar uma vaga ao Senado.
Retorno
Curiosamente, Sérgio Gonçalves (União) reafirma sua pré-candidatura no dia em que é anunciado o retorno do ex-prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves, ao União Brasil e formalizada a sua pré-candidatura ao governo pela Federação União Progressista (UP). Além disso, anunciar o seu companheiro de chapa como candidato a vice-governador, deputado estadual Cirone Deiró (União).
Comando
Historicizando, desde que o ex-prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves, deixou o Prédio do Relógio em dezembro de 2024, estava em pré-campanha ao governo. Estrategicamente, buscou um partido para chamar de seu, ou seja, assumiu o comando partidário do PSDB no sentido de não levar rasteira no jogo partidário e eleitoral.
Esquecimento
Para não cair no esquecimento ao deixar a Prefeitura de Porto Velho, Hildon Chaves (PSDB) articulou assumir a presidência da Associação Rondoniense dos Municípios – AROM. Até a presente data, Hildon, mesmo sem mandato de prefeito, representa os prefeitos do estado. O que considero um absurdo essa norma no regimento da entidade.
Agenda
Em agosto do ano passado, o ex-prefeito Hildon Chaves promoveu uma agenda política na capital com o presidente nacional do PSDB, ex-governador de Goiás, Marcone Perillo (PSDB-GO). Esse último veio à capital para fortalecer o nome de Hildon na disputa ao Palácio Rio Madeira.
Festiva
A presença do presidente nacional do PSDB em Porto Velho, ex-governador de Goiás, Marcone Perillo (PSDB-GO), foi festiva. Primeiramente, tomou café na casa de Hildon Chaves com lideranças políticas e parte da imprensa. Em seguida, inaugurou a nova sede do PSDB na capital e, por último, participou do evento no Hotel Golden para lançar Hildon como pré-candidato ao governo.
Contra
Na época, segundo a publicação do Jornal Rondônia Agora, data de 07/08/25, a deputada estadual Ieda Chaves (União) “esteve ao lado do seu esposo, Hildon Chaves, apoiando suas pretensões ao Governo. Em seu discurso, ela lembrou que já foi contra o marido entrar na disputa política, mas entendeu a necessidade do sacrifício familiar em benefício maior da coletividade.”
Organizar
O ex-prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves, como presidente da AROM, entidade que representa os prefeitos do estado e presidente estadual do PSDB, não conseguiu organizar a legenda no âmbito estadual, muito menos formar uma nominata competitiva de candidatos a deputado estadual e federal. Ou seja, demonstrou fragilidade política de articulação.
Ganhar
Hildon Chaves, com o comando da AROM e do PSDB nas mãos, não conseguiu se fazer conhecido no interior e ganhar corpo nas pesquisas registradas e de consumo interno. Por exemplo, o prefeito de Vilhena, delegado Flori (Podemos), quando lançou sua pré-campanha ao governo, cresceu mais que Hildon nas pesquisas de consumo interno, inclusive chegando a ultrapassá-lo.
Definir
No início da semana, o ex-prefeito Hildon Chaves (PSDB) se reuniu na capital com lideranças partidárias para definir o seu futuro político. Em seguida, viajou para Brasília para realizar tratativas com o deputado federal Maurício Carvalho (União) e o senador Marcos Rogério (PL). Esse último com pré-candidatura ao governo definida.
Novo
Contudo, existia uma tratativa do ex-prefeito Hildon Chaves (PSDB) se filiar ao partido Novo para compor como candidato a vice-governador na chapa majoritária encabeçada pelo senador Marcos Rogério (PL) ao Governo de Rondônia. O Diretório Estadual do Novo rejeitou o nome de Hildon e pressionou o Diretório Nacional para não aceitar a filiação e troca de comando da sigla no âmbito estadual. Daí entrou água na articulação.
Incerteza
Diante dos fatos, Hildon Chaves optou por deixar o PSDB e retornar ao União Brasil. Mas Hildon conviverá com a incerteza até 5 de abril próximo devido à possibilidade do governador Coronel Marcos Rocha (PSD) receber um chamamento divino para disputar o Senado e, com isso, o vice-governador Sérgio Gonçalves (União) assumir o governo. Neste caso, Sérgio será o candidato natural da UP à reeleição, Hildon será engolido e voltará ao isolamento político.
Fragmentou
O movimento de Hildon Chaves em direção ao União Brasil fragmentou a direita em Rondônia e colocou um fim à possibilidade da eleição ser liquidada no primeiro turno. Com a direita fragmentada, as forças progressistas podem se reabilitar no jogo eleitoral desde que apresentem um nome novo e competitivo ao Governo de Rondônia.
Xadrez
Os movimentos das peças no tabuleiro do xadrez político em Rondônia fizeram subir nas bolsas de apostas políticas, nas últimas horas, o apoio do prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos). Neste caso, Léo deverá continuar sendo assediado pelo pré-candidato a governador Adailton Fúria (PSD) e pelo pré-candidato a governador Marcos Rogério (PL).
Articula
O vereador Dr. Gilber (PL) articula para disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa de Rondônia (ALERO). Gilber costura a possibilidade de trocar de legenda para aumentar as suas chances, ou seja, não concorrer no chapão do PL. Lembrando, Gilber é vereador eleito e reeleito na capital e muito bem avaliado, tem grandes chances de conquistar uma vaga na ALERO.
Sério
Falando sério, o Fundo Partidário (FP) só é acessível aos partidos que conquistarem 3% dos votos válidos para a Câmara dos Deputados, distribuídos em pelo menos um terço das unidades da federação, com um mínimo de 2% dos votos válidos em cada uma delas, ou tenham pelo menos 15 deputados federais, distribuídos em pelo menos um terço dos estados brasileiros.



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