Os drásticos efeitos da primeira semana da guerra de Estados Unidos e Israel contra o Irã contrastam com a pouca clareza nos objetivos que levaram o governo de Donald Trump a embarcar nesta empreitada.
A veemente expectativa de queda do regime dos aiatolás, exposta no primeiro momento pelo presidente americano já com os bombardeios em andamento, deu vez a um leque de mensagens contraditórias transmitidas nos dias seguintes por ele e seus conselheiros, revelando a falta de um plano consistente para atacar o Irã.
Os primeiros resultados demonstram que o regime não caiu, nem dá sinais de que será derrubado, e indicam que o conflito se prolongará além das “quatro ou cinco semanas” previstas por Trump.
O chefe do Pentágono, Pete Hegseth, faz jus à mudança de nome de seu cargo de secretário de Defesa para o de Guerra, ao anunciar que a campanha militar entra numa nova fase, com bombardeios mais devastadores.
“Se vocês acham que já viram algo, apenas esperem. A quantidade de poder de fogo que ainda está vindo, combinada com as forças de Israel, vai se multiplicar sobre o Irã", antecipou Hegseth, ao lado do almirante Brad Cooper, chefe do Comando Central dos EUA (Centcom).
Com mais de mil vítimas e prejuízos incontáveis, a primeira semana do conflito alterou profundamente a ordem do Oriente Médio e a cada dia soma novos atores ao teatro principal.
O Irã perpetrou ataques retaliatórios aos países do Golfo, irritando a vizinhança, e disparou mísseis contra o Azerbaijão e a Turquia.
Os EUA afundaram um navio de guerra iraniano na costa do Sri Lanka, a mais de 3 mil quilômetros de distância do palco de guerra. Os mercados de ações estão em convulsão, e os preços do petróleo e do gás dispararam, com o controle da República Islâmica sobre o Estreito de Ormuz.



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