O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia (IFRO), Campus Cacoal, realizou, em fevereiro, a oficina “Do Conhecimento à Ação: Identificando Deficiências e Estruturando o PEI”, com o objetivo de capacitar professores e fortalecer as práticas de educação inclusiva na instituição. A atividade buscou ampliar o conhecimento dos docentes sobre as deficiências atendidas no campus e orientar a construção do Plano Educacional Individualizado (PEI), instrumento essencial para o planejamento pedagógico e para o acompanhamento do desenvolvimento dos estudantes público-alvo da educação especial.
Durante a formação, os professores tiveram acesso a conteúdos relacionados à identificação das deficiências e às suas implicações no processo de ensino e aprendizagem. A proposta também buscou sensibilizar os docentes quanto à importância de práticas pedagógicas mais flexíveis e pautadas na equidade. Em relação ao PEI, foram apresentados a sua estrutura, a definição de objetivos, as adaptações curriculares, as estratégias metodológicas e as formas de avaliação, além de momentos destinados ao esclarecimento de dúvidas e à realização de atividades práticas.
A oficina também incentivou o trabalho colaborativo entre os professores, a equipe pedagógica e o Núcleo de Atendimento às Pessoas com Necessidades Educacionais Específicas (NAPNE), com a proposta de transformar o conhecimento teórico em ações concretas no cotidiano escolar. A elaboração estruturada do PEI contribui para organizar o acompanhamento dos estudantes e favorecer intervenções pedagógicas mais assertivas.
A Coordenadora Michelle Ayres destacou que a inclusão educacional envolve não apenas garantir o acesso dos estudantes à escola, mas também adequar as práticas pedagógicas às suas necessidades específicas, promovendo condições para a permanência e o êxito na trajetória acadêmica.
“Todas as instituições de ensino já devem garantir a inclusão dos estudantes público-alvo da educação especial. No entanto, é fundamental que a escola adeque suas metodologias, considerando tanto as necessidades do aluno quanto o papel do professor nesse processo. O professor e a equipe pedagógica são o primeiro pilar para que possamos oferecer uma educação especial de qualidade. Conscientizar sobre a importância de um currículo flexível e adotar um olhar voltado à equidade é o que possibilita um processo de ensino e aprendizagem verdadeiramente significativo para nossos alunos”, afirmou Ayres.
A capacitação foi solicitada ao NAPNE pela equipe da Diretoria de Ensino (DE) e da Diretoria de Assistência ao Educando (DAPE), como parte das ações de formação continuada previstas no calendário acadêmico do campus. A proposta é dar continuidade à oferta de capacitações e formações específicas voltadas a diferentes tipos de deficiência e transtornos. O objetivo é possibilitar aos professores o aprofundamento de seus conhecimentos e o aprimoramento de estratégias pedagógicas, promovendo maior segurança na adaptação de metodologias e no atendimento às necessidades educacionais dos estudantes.



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