Continua a polarização entre petismo e bolsonarismo nas eleições de 2026
CARO LEITOR, as mais recentes pesquisas de opinião pública confirmam a polarização ideológica como eixo dominante do cenário político em escala nacional e estadual para as eleições de 2026. Neste caso, o resultado das pesquisas de opinião pública revela uma disputa plebiscitária entre governo e oposição, ou seja, petismo e bolsonarismo como se fosse uma final de campeonato de futebol entre o Flamengo e o Corinthians. Analisando todos os dados dos relatórios das pesquisas registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a polarização não é circunstancial, mas estrutural: ± 74% dos eleitores se posicionam em relação à tendência de depositar o seu voto em candidatos da esquerda ou da direita. Por conseguinte, 35% se identificam como lulistas e 31% como bolsonaristas. Contudo, 34% dos eleitores se declaram neutros ou independentes. Esse cenário reduz drasticamente a possibilidade de uma candidatura alternativa à Presidência da República fora dessas duas forças antagônicas. Em face desses dados, a tendência é a manutenção da polarização ideológica entre esquerda e extrema-direita nas eleições de 2026.
Voto
O pré-candidato e candidato à Presidência da República que deseja se viabilizar eleitoralmente para se tornar uma alternativa no sentido de furar a polarização e ganhar as eleições, precisa construir a sua campanha na base do “voto estratégico”.
Medo
O que é o voto estratégico? Ele surge como ferramenta de contenção e funciona como uma trava de emergência acionada por medo, ou seja, é o “voto no menos pior”, a “antiescolha” mediante um senso de responsabilidade e reflexo do processo civilizatório do eleitor consciente. Esse tipo de eleitor também considera o conhecimento técnico, o compromisso e a capacidade de entrega do candidato.
Reflexo
O voto estratégico pode se tornar reflexo do atual cenário político do país em que o centro político foi devorado pelos extremos e a política perdeu a arte do convencimento para se tornar um campo de batalha de narrativas de ataques aos adversários, às instituições e à democracia.
Alternativa
Os 34% de eleitores neutros ou independentes podem alavancar uma candidatura alternativa à polarização entre lulismo e petismo. Neste caso, um segmento do eleitorado está disposto a ouvir novas propostas com base em políticas públicas concretas, programas claros e capacidade de governabilidade.
Escolhido
O governador do Paraná, Carlos Massa Júnior, mais conhecido como Ratinho Júnior (PSD-PR), afirmou que não será a “terceira via” na corrida presidencial deste ano, caso seja o escolhido pelo presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, para disputar a Presidência da República.
Ausência
A declaração do governador paranaense Carlos Massa Júnior (PSD-PR) – o Ratinho Júnior, em relação à escolha do presidenciável do PSD, aparenta ausência de democracia interna no partido. Ou seja, a escolha é do presidente nacional Gilberto Kassab sem ouvir os dirigentes partidários, os delegados e os filiados.
Plebiscito
O PSD conta com três possíveis nomes competitivos para disputar a Presidência da República. Em face disso, o partido poderia realizar debates entre os governadores Ratinho Júnior (PSD-PR), Eduardo Leite (PSD-RS) e Ronaldo Caiado (PSD-GO), com os filiados em cada unidade da federação e, por fim, um plebiscito interno para os filiados escolherem o presidenciável da legenda.
Polarização
A polarização entre candidatos a governadores no âmbito estadual não será entre esquerda e direita, lulismo ou bolsonarismo, mas sim, entre candidatos do espectro ideológico de direita, centro-direita e extrema-direita. Neste caso, entre os pré-candidatos a governadores estão Marcos Rogério (PL), Adailton Fúria (PSD), Hildon Chaves (PSDB) e o Delegado Flori (Podemos).
Visualizar
Confesso, não consigo visualizar os candidatos a governadores de espectros ideológicos de esquerda, centro, centro-esquerda e extrema-esquerda, polarizando com candidatos da direita, centro-direita e extrema-direita. Assim, os pré-candidatos Expedito Netto (PT), Rafael Claros (MDB) e Samuel Costa (Rede) devem brigar entre si para ver quem fica na melhor posição no eleitorado progressista.
Articulada
O pré-candidato a governador, senador Marcos Rogério (PL), conta com apoio do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ), herdeiro do capital político do pai, ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ). Além de uma candidatura articulada em apoios de lideranças políticas regionalizadas e locais como vigas de apoio ao projeto de poder da chapa majoritária do PL.
Força
O PL largou na frente no quesito articulação política, organização partidária e demonstração de força no Encontro Estadual no último sábado (14) com o lançamento da chapa majoritária, recebendo novas filiações e apresentando a pré-nominata de candidatos a deputados estaduais e federais. Agora, o PL busca o candidato a vice-governador ideal para compor a chapa majoritária. Diante desse cenário, o PL busca o nome do ex-prefeito Hildon Chaves (PSDB), porém, tem que carregar o ônus, ou seja, a vaga da deputada estadual Ieda Chaves, atualmente filiada ao União Brasil, que busca a reeleição.
Chama
Resquícios do Encontro Estadual do PL e sem mi mi mi, o marqueteiro do senador Marcos Rogério (PL) demonstrou falta de criatividade quando adotou o tema da campanha “Chama”. Tal tema já foi usado na campanha presidencial de Henrique Meireles (MDB) nas eleições de 2018; Lula (PT-SP) disputou a presidência e Roberto Requião (MDB-PR) o governo do Paraná nas eleições de 2022.
Potencial
O pré-candidato a governador e prefeito de Cacoal, Adailton Fúria (PSD), é o candidato do governador Coronel Marcos Rocha, atual presidente estadual do PSD. Fúria, como figura com potencial de persuasão e carisma, atributos que lhe conferem capacidade de diálogo com diferentes segmentos, representa a continuidade do governo Coronel Marcos Rocha (PSD) frente ao Palácio Rio Madeira.
Desmontar
Falando em continuidade, o pré-candidato a governador e prefeito de Cacoal, Adailton Fúria (PSD), um crítico no passado do modelo de saúde do governador Coronel Marcos Rocha (PSD) antes de estarem unidos por um mesmo propósito e na mesma sigla partidária, inaugurou o Hospital Municipal de Cacoal como forma de desmontar as críticas da oposição ao governo Rocha em relação à pasta da Saúde que deixou faltar até dipirona.
Conduziu
O ex-prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves (PSDB), conduziu a máquina pública municipal buscando o equilíbrio fiscal, concluindo obras de mandatos passados, bem como iniciando novas obras em todas as áreas – principalmente asfalto, creches, nova rodoviária e passeio público - e entregando à população local. Hildon também resolveu o problema do transporte coletivo, da coleta do lixo e combateu a corrupção.
Viabilidade
Em oito anos de mandatos, o ex-prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves (PSDB), mesmo como presidente da Associação Rondoniense dos Municípios – AROM, revela como principal fragilidade da sua pré-candidatura ao governo a ausência de coligação nacional e regional ampla que lhe garanta capilaridade regional e local, ou seja, sustentação nos municípios do interior. Sem essa base, sua imagem não se traduz em viabilidade eleitoral.
Possibilidade
O prefeito de Vilhena, delegado Flori, ainda filiado ao Podemos, pode ser o candidato do voto estratégico e se tornar o outsider das eleições de 2026. Ele revelou à coluna que não descartou a possibilidade de aceitar o convite de filiação ao União Brasil e PP, bem como de renunciar ao cargo de prefeito para disputar o Palácio Rio Madeira.
Perfil
O delegado de Polícia Federal, Flori Cordeiro (Podemos), carrega um perfil político de direita democrática com um projeto político que busca tornar a máquina pública mais eficiente por meio da austeridade, equilíbrio fiscal, demonstração de alta capacidade de entrega e gestão, resolvendo os gargalos a exemplo da saúde, frente à Prefeitura de Vilhena.
Conjuntural
Não podemos esquecer que toda análise neste momento é conjuntural, pois muita água pode rolar embaixo da ponte até o prazo final de filiação e das convenções partidárias para escolhas de candidatos a governadores de Rondônia. A polarização eleitoral em escala estadual inicial se dá entre a mudança com o pré-candidato a governador Marcos Rogério (PL) e a continuidade com o pré-candidato Adailton Fúria (PSD).
Surgir
Como alternativa à polarização inicial entre os pré-candidatos a governadores Marcos Rogério (PL) e Adailton Fúria (PSD), pode surgir uma chapa ao governo buscando o “voto estratégico” a exemplo das eleições de 2010, quando os eleitores rondonienses elegeram Confúcio Moura (MDB) governador e rejeitaram os candidatos a governadores João Cahulla (PPS) e Expedito Júnior (PSDB).
Sustentação
A chapa ao governo, para se tornar viável eleitoralmente por meio do “voto estratégico”, será necessário transformar carisma e discurso em projeto de poder político sólido mediante alianças que deem sustentação regional. Caso contrário, a tendência continuará sendo a polarização entre os pré-candidatos a governadores Marcos Rogério (PL) e Adailton Fúria (PSD), ainda que permeadas por crises que devem desgastar ambos os candidatos junto ao eleitor.
Cavalo
A pré-candidatura ao governo do deputado estadual Rodrigo Camargo (Podemos) analiso como um cavalo de batalha para tirar do jogo eleitoral o filiado histórico do Podemos e prefeito de Vilhena, delegado Flori (Podemos). Esse último foi o indicado pelo prefeito Léo Moraes (Podemos), inicialmente, como pré-candidato a governador. Camargo deverá, no futuro, reavaliar o cenário e declinar para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados.
Vice-governador
Falando em Podemos, o prefeito Léo Moraes (Podemos) é sondado pelo PL e PSD para indicar o candidato a vice-governador na chapa majoritária. O apoio de Léo é importante por conta da alta popularidade conquistada nas redes sociais e, segundo pesquisas internas, o prefeito da capital possui, atualmente, capacidade de transferência de votos.
Apoio
Em relação ao PSD, Léo apoiaria o nome de Elias Rezende, atual chefe da Casa Civil, para compor a chapa majoritária como pré-candidato a vice-governador, porém, o governo do coronel Marcos Rocha (PSD) deveria dispensar o mesmo apoio dispensado à gestão do ex-prefeito Hildon Chaves (PSDB), ou seja, repasse de recursos para realização de obras na capital. Contudo, Elias anunciou que desistiu de disputar qualquer cargo eletivo nas eleições deste ano.
Desmonta
Quando sondado pelo PL, o prefeito Léo Moraes (Podemos) indicou os nomes do advogado Oscar Neto, do jornalista Thiago Cantanhede e do empresário Bruno Holanda para compor a chapa majoritária como candidato a vice-governador. Porém, o PL quer os nomes do servidor federal Sérgio Paraguassu ou do médico Jaime Gazola. Esse último, caso se movimente, desmonta a nominata de deputado federal do Podemos. Agora é esperar as cenas dos próximos capítulos.
Negreiros
O ex-vereador Gedeão Negreiros, com ficha de filiação assinada no Avante, se movimenta nos bairros da capital e no interior. Gedeão pretende ser o azarão na nominata do partido para conquistar uma vaga na Assembleia Legislativa de Rondônia (ALERO). Faz um tempinho que a Família Negreiros não consegue eleger um deputado estadual. Quem sabe nas eleições de 2026, eleja um deputado estadual com Gedeão e um federal com a professora Glaucia Negreiros.
Sério
Falando sério, o voto estratégico poderia crescer entre os eleitores neutros, independentes e daqueles que votam nulo ao considerar temas pragmáticos como inflação, qualidade de vida, combate à corrupção e políticas públicas do bem-estar social. Além disso, promover uma articulação política de regionalização da campanha eleitoral para se tornar conhecido e inserção midiática com capacidade de mudança de mentalidade em relação ao voto.



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