Publicada em 09/02/2026 às 09h29
A apresentação de Bad Bunny no intervalo do Super Bowl provocou reação imediata do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que usou a rede Truth Social para atacar o espetáculo. Em publicação, Trump classificou o show como “terrível” e chegou a descrevê-lo como “a pior apresentação de todos os tempos”.
No palco, o cantor porto-riquenho apostou em uma performance com forte simbolismo político. Sem citar diretamente o ICE — agência de imigração americana frequentemente criticada pelo artista — nem mencionar Trump, Bad Bunny destacou a ideia de que “América” não se resume aos Estados Unidos, mas abrange todo o continente. Durante o momento mais emblemático do show, dançarinos exibiram bandeiras de diferentes países enquanto ele citava nações da região.
A crítica do presidente não se limitou a uma única postagem. Em outra publicação, Trump afirmou que a apresentação seria “uma afronta à grandeza da América” e que não refletiria “os padrões de sucesso, criatividade ou excelência” do país. Ele também atacou o idioma usado pelo artista, alegando que “ninguém entende uma palavra do que esse cara está dizendo”, em referência ao fato de Bad Bunny cantar em espanhol, além de criticar as coreografias, que considerou inadequadas para crianças.
Trump encerrou o comentário com seu slogan de campanha, “Façam a América grande novamente”. Antes mesmo do evento, o republicano já havia declarado que não assistiria à partida e que a escolha de Bad Bunny como atração do intervalo havia sido “uma péssima decisão”.
As críticas ao cantor não partiram apenas do presidente. Meses antes do Super Bowl, após o anúncio oficial da atração, a então secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, afirmou que o ICE atuaria de forma intensificada durante o evento. Já a comentarista conservadora Tomi Lahren declarou publicamente que Bad Bunny não seria um artista americano, ampliando o debate em torno da identidade cultural e política do show.



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