Publicada em 09/02/2026 às 09h16
Portugal escolheu neste domingo (8) o seu novo presidente da República. O socialista António José Seguro venceu o segundo turno das eleições presidenciais ao ultrapassar a marca de 3 milhões de votos e derrotar o candidato da extrema direita André Ventura.
Com um eleitorado superior a 11 milhões de pessoas aptas a votar, Seguro somava, até as 21h30 no horário local, cerca de 3,3 milhões de votos. Ventura aparecia com aproximadamente 1,6 milhão. O pleito foi marcado por elevada abstenção, próxima de 50%, segundo dados preliminares.
O resultado coloca Seguro em um grupo restrito da história democrática portuguesa. Desde 1976, apenas cinco eleições presidenciais registraram vencedores com mais de 3 milhões de votos. O caso mais emblemático é o de Mário Soares, único a alcançar esse patamar em duas ocasiões: em 1986, quando venceu o histórico segundo turno contra Freitas do Amaral, e em 1991, na reeleição, com mais de 70% dos votos válidos — percentual ainda recorde no país.
Outros presidentes também superaram a marca simbólica. António Ramalho Eanes foi reeleito em 1980 com mais de 3,2 milhões de votos, enquanto Jorge Sampaio ultrapassou os 3 milhões na eleição de 1996. A vitória de Seguro, portanto, entra para a lista dos resultados mais expressivos do período democrático.
Esta foi a 11ª eleição presidencial realizada em Portugal desde a redemocratização, iniciada em 1976. O novo presidente assume após o encerramento do mandato de Marcelo Rebelo de Sousa, eleito em 2016 e com término previsto para março de 2026.
Ao longo das últimas décadas, o país foi governado por uma sequência de presidentes eleitos em eleições diretas: Ramalho Eanes (1976–1986), Mário Soares (1986–1996), Jorge Sampaio (1996–2006), Cavaco Silva (2006–2016) e Marcelo Rebelo de Sousa (2016–2026). A partir de agora, António José Seguro passa a integrar essa linha histórica como o próximo chefe de Estado português.



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