Publicada em 19/02/2026 às 15h03
O presidente argentino, Javier Milei, viajou aos Estados Unidos para participar da primeira reunião do Conselho da Paz criado por Donald Trump, nesta quinta-feira (19), em meio à greve geral na Argentina.
Alvo de protestos no próprio país devido à proposta de reforma trabalhista que tenta aprovar no Congresso, Milei foi um dos líderes que se reuniu com o presidente dos EUA em Washington e foi elogiado por ele em seu discurso.
De acordo com a agência de notícias AFP, Milei ofereceu tropas argentinas para irem à Faixa de Gaza, ajudar no processo de paz, caso necessário.
"Colocamos à disposição a colaboração de nossos capacetes brancos. Nossa trajetória em operações de paz é um capital comprovado que colocamos a serviço da força de estabilização. A paz duradoura não se constrói sobre consensos que cedem no fundamental. Constrói-se sobre a determinação de defendê-la. Acreditamos em uma diplomacia que assume riscos para alcançar a paz, acreditamos na liderança (...) como a do presidente Trump", afirmou.
A Argentina já participou no passado de operações sob bandeira da ONU, como na guerra na ex-Iugoslávia nos anos 1990, e no Haiti.
Greve geral na Argentina
A Câmara dos Deputados da Argentina começa a discutir nesta quinta-feira (19) o projeto de reforma trabalhista enviado pelo governo de Javier Milei ao Congresso. O Senado já aprovou o texto na semana passada (veja os principais pontos).
A maior central sindical da Argentina, a Confederação Geral do Trabalho (CGT), convocou a paralisação e, nesta quinta, um de seus líderes, Jorge Sola, comemorou o que classificou como um nível de participação "muito significativo".
A greve tem "níveis de participação nunca antes vistos sob este governo. Haverá muitos que discordarão, mas o apoio é impressionante, muito significativo", disse o líder sindical à Rádio con Vos.
As ruas da capital Buenos Aires amanheceram vazias por conta da greve.



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