Publicada em 11/02/2026 às 08h57
A política sagrada e o sagrado político
CARO LEITOR, os políticos que gostam de se filmar orando, lendo a Bíblia ou recitando passagens bíblicas, geralmente, não têm propostas para os problemas que afligem a população. Esses políticos não falam sobre saúde, educação, cultura, emprego, agricultura, moradia, saneamento básico, custo dos três poderes e outros temas relevantes para fazer do Brasil um país desenvolvido. Eles elegem inimigos e ficam atacando por meio da narrativa sobre o nós contra eles, por sua vez, chamam isso de fé. Tal comportamento é condenado pela Bíblia. O livro sagrado fala sobre os hipócritas que oravam em pé nas sinagogas e nas esquinas, o mesmo que acontece hoje em dia no meio político, nas praças e nas feiras, cristãos orando em pé em espaços públicos. Neste caso, não oram pela fé, mas para serem vistos, porque hoje a oração virou cenário, o templo virou palanque e a fé virou estratégia eleitoral.
Sagrada
A política sagrada representa o uso dos púlpitos das igrejas para campanhas eleitorais. Misturando fé, fundamentalismo religioso, criando conteúdos religiosos e exercendo influência sobre os membros da igreja, por sua vez, orientando-os como devem votar.
Compromisso
O sagrado político não tem compromisso com Cristo e com os principais temas que afligem a sociedade, o compromisso dele é, primeiramente, com sua família e os grupos de religiosos de apoio político.
Ataca
O sagrado político ataca pobres votando matérias legislativas que retiram direitos sociais. Além disso, contestam a ciência, demonizam minorias, rejeitam justiça social, espalham o ódio e chamam isso de cristianismo.
Consciência
Jesus Cristo veio ao mundo falando de amor ao próximo, de humildade, de misericórdia e não de guerra cultural. É preciso uma tomada de consciência de que Deus não é cabo eleitoral, fé não é cenário e oração não é campanha eleitoral.
Poder
Desconfie sempre do político sagrado que faz oração pela câmera de vídeo, usa o nome de Deus em vão, utiliza discurso de ódio e divide as pessoas. Deus e a Bíblia não devem ser usados para projetos de poder pessoal.
Bolsonaro
O pré-candidato a senador Bruno do Bolsonaro (PL) desembarcou ontem (10) em Rondônia. De imediato, se reuniu com articuladores da sua pré-campanha ao Senado, equipe de marketing e o jurídico da campanha eleitoral.
Arte
Quem pensa que o pré-candidato a senador Bruno do Bolsonaro (PL) é bobo ou não entende da arte política, está completamente enganado. Bruno é inteligente, sabe escutar e procura se aconselhar para tomar decisões acertadas.
Apoio
O vice-presidente estadual do PL e pré-candidato a senador Bruno do Bolsonaro (PL) deverá se reunir com lideranças da legenda bolsonarista para apresentar a sua pré-candidatura ao Senado. Além disso, começar a visitar os municípios, angariando apoio para sua pré-campanha.
Teto I
Falando em pré-campanha, os pré-candidatos majoritários e proporcionais precisam compreender que toda campanha eleitoral tem teto de gastos, mediante a legislação eleitoral em vigor no país. No caso de Rondônia, os tetos nas eleições de 2022 foram os seguintes para governador: R$ 6.226.082,16 no primeiro turno e acréscimo de R$ 3.113.041,08 no segundo turno.
Teto II
O teto de gasto para campanha eleitoral em Rondônia para senador é de R$ 3.176.572,53, deputado federal R$ 3.176.572,53 e deputado estadual R$ 1.270.629,01. O candidato a deputado federal é o mais cobiçado pelos partidos porque o voto de federal garante ao partido o acesso ao Fundo Partidário, FEFC e ao tempo de rádio e televisão.
Promessas
Os pré-candidatos precisam prestar bem atenção nas promessas de estrutura de campanha dos presidentes estaduais dos partidos, inclusive dos presidentes nacionais que prometem determinados valores de acesso ao Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e depois somem, não atendem nem telefone.
Articula
O ex-senador Expedito Júnior (PSD) articula a filiação do deputado federal Delegado Thiago Flores (Republicanos) e do ex-prefeito de Ji-Paraná Jesualdo Pires (sem partido) ao PSD. Contudo, Flores também figura com nome na nominata do Podemos e da federação União Progressista (UP) – formada pelo União Brasil e PP.
Flores
O deputado federal, Delegado Thiago Flores (Republicanos), se elegeu pelo MDB. Em seguida, fez uma negociação e trocou de partido, se filiando ao Republicanos. Agora, na reeleição, deverá disputar a reeleição possivelmente pelo PSD, Podemos ou União Brasil.
Personalista
Por passar por três partidos num único mandato parlamentar, o deputado federal, delegado Thiago Flores (Republicanos), revela não possuir identidade partidária, ou seja, é um político personalista.
Decidiu
A deputada federal Cristiane Lopes (União) decidiu permanecer no União Brasil para concorrer à reeleição. A maior dificuldade de Cristiane é apresentar para o eleitor quais resultados efetivos trouxe para o estado de Rondônia como parlamentar federal.
Flori
O pré-candidato a governador e prefeito de Vilhena, Delegado Flori (Podemos), quando foi reeleito com 74,43% dos votos dos vilhenenses nas eleições municipais de 2024, deixou de movimentar suas redes sociais, ficando paradas sem nenhuma postagem.
Orgânica
Convencido pela equipe de marketing, o pré-candidato a governador e prefeito de Vilhena, Delegado Flori (Podemos), voltou a movimentar suas redes sociais de maneira orgânica. Nos últimos quinze dias, Flori teve 1,8 milhões de visualizações, 26 mil interações e saiu de 11,1 mil seguidores para 15,4 mil seguidores.
Resolvido
O Delegado Flori (Podemos) está caindo na graça do eleitor de espectro de direita e de centro por conta da sua gestão bem avaliada frente à Prefeitura de Vilhena. Inclusive por resolver o principal gargalo de qualquer gestão pública, a saúde.
Lixo
O prefeito Léo Moraes (Podemos) chegou do seu curto período de férias e já se deparou com o problema da coleta de lixo. Neste caso, a Prefeitura de Porto Velho deverá fazer uma nova transição da prestação de serviço para a terceira empresa colocada na licitação.
Popularidade
O prefeito Léo Moraes (Podemos) precisa abrir o olho em relação à gestão do contrato da coleta de lixo, um ponto nevrálgico de qualquer gestão municipal e responsável pela queda de popularidade de muitos gestores municipais.
Anuência
O vereador Pastor Evanildo Ferreira, pai do deputado estadual Marcelo Cruz, recebeu da Executiva Nacional do PRTB a carta de anuência de desfiliação partidária. Evanildo é pré-candidato a deputado federal e já conta com convites do Avante e do Podemos para disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados.
Sério
Falando sério, os políticos que gostam de se filmar orando ou com a Bíblia nas mãos, eles se dizem cristãos e não têm proposta nenhuma de combate à pobreza e à desigualdade social. Esses políticos geralmente não apresentam soluções para os problemas da saúde, educação, emprego e direitos sociais.



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