Publicada em 06/02/2026 às 15h22
Os Estados Unidos pediram um novo acordo nuclear que envolva a Rússia e a China em uma conferência na ONU nesta sexta-feira (6). O pedido, no entanto, foi rebatido pelos países. Os chineses negaram, e os russos pediram a inclusão de aliados dos EUA.
"Um tratado bilateral com apenas outra potência nuclear é simplesmente inadequado em 2026 e para os próximos anos. O [tratado] New START deixou de ser relevante quando uma potência nuclear está expandindo seu arsenal em uma escala não vista há mais de meio século", disse o subsecretário dos EUA para o controle de armas, Thomas DiNanno, durante conferência sobre desarmamento na sede ONU.
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O representante da China na conferência de desarmamento, no entanto, afirmou que o país não deveria ser incluído em um novo acordo. A fala remeteu a diversas recusas recentes feitas por Pequim, que defende estar muito atrás de norte-americanos e russos, por isso não seria necessário impor limites às suas capacidades.
Já o embaixador da Rússia na ONU afirmou que o Reino Unido e a França, países europeus com ogivas nucleares e aliados dos EUA, deveriam ser incluídos nessas negociações para limitar armas nucleares. O governo russo é aliado da China e os países têm se aproximado cada vez mais nos últimos anos.
O pedido dos EUA por negociações nucleares multilaterais na ONU ocorre em meio a tentativas de Washington de limitar a rápida expansão do arsenal nuclear da China, que tinha ao menos 600 ogivas nucleares segundo levantamento de janeiro de 2025 do Instituto Internacional de Pesquisa da Paz de Estocolmo (Sipri). Os EUA e a Rússia, maiores potências nucleares do mundo, têm mais de 5.000 ogivas cada.



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