Eleições – Iniciamos em colunas na semana anterior uma análise sobre o futuro das eleições em Rondônia, relacionado à Assembleia Legislativa, onde temos 24 deputados e 22 deles dispostos a enfrentar a reeleição em outubro próximo. Na composição atual, sete das cadeiras são ocupadas por deputados reeleitos e eleitos de Porto Velho, os demais eleitos pelo interior. Nas colunas anteriores publicamos, lógico, opinião pessoal sobre as possibilidades de reeleição dos parlamentares e também eleição de lideranças regionais (prefeitos, vereadores, ex-prefeitos, ex-vereadores, ex-deputados, ex-senadores, etc.). Vários deputados do interior, assim como os da capital, que estão na coluna de hoje, têm chances de conseguir um novo mandato, mas a missão não será muito fácil para vários deles, pois a concorrência é grande e, dentre os pretendentes, temos nomes significativos e com chances reais de sucesso.
Eleições II – Dois dos setes deputados da capital disputam praticamente o mesmo espaço político: Ribeiro do Sinpol, e Edevaldo Neves, eleitos pelo Patriota e hoje no PRD. Ambos se elegeram com apoio dos agentes penitenciários e do segmento ligado as polícias. É importante manter a força na Assembleia Legislativa (Ale), pois é um grupo fechado e certamente não pretende fragmentar, mas sim ampliar a participação na composição da futura legislatura. Alan Queiroz (Podemos) deverá formatar parceria com o irmão, Júnior Queiroz (Republicanos) reeleito vereador em 2024 com 3.954 votos, que estaria formatando uma pré-candidatura a deputado federal. As chances são reais de os irmãos Queiroz concorrerem nas eleições de outubro, porque já provaram que são bons de votos em eleições anteriores.
Eleições III – A ex-primeira dama de Porto Velho, Yeda Chaves (UB) tem amplo trânsito junto ao pessoal dos bairros da capital e as chances de não conseguir um novo mandato é de zero à esquerda. É identificada com as famílias mais simples, sempre presente nos momentos difíceis e certamente estará entre as mais bem votadas nas eleições de outubro. Em 2022 foi a segunda mais bem votada, 24.667 votos, número que deverá ampliar este ano. O ex-presidente da Ale-RO, Marcelo Cruz, eleito pelo Patriota, passou pelo PRTB e hoje está no Avante, onde assinou filiação na última semana. É um dos políticos mais estrategistas de Rondônia, e não deverá ter dificuldades em se reeleger e, até ajudar a eleger o pai, pastor Evanildo Ferreira, eleito vereador de Porto Velho em 2024, mas já se programando para concorrer à Câmara Federal este ano, mas em uma nova sigla, não o PRTB, partido que ele presidia no Estado. O Pastor Evanildo, já apresentou carta de renúncia à cúpula nacional do PRTB e deverá em breve anunciar uma nova sigla partidária.
Eleições IV – Ainda temos na lista de deputados de Porto Velho, que concorrerão à reeleição, Jean Oliveira (PMDB), que também tem reduto eleitoral em Alta Floresta, onde seu pai, o ex-presidente da Assembleia Legislativa, Carlão de Oliveira se destacou na política. Jean deverá mudar de partido e sua reeleição não deverá ser uma missão das mais fáceis. Temos ainda na capital, Eyder Brasil, do PL, mas caminhando para o Podemos, que assumiu a vaga de Affonso Cândido (PL), que se elegeu prefeito de Ji-Paraná em 2024, renunciou, e Eyder, primeiro suplente assumiu. Ele realiza um bom trabalho, inclusive nos distritos de Porto Velho, boa parte deles maior que vários municípios, e tem chances reais de reeleição.
Eleições V – Além de inúmeras lideranças políticas, agrícolas, comerciais, sociais, distritais, culturais, esportivas, educacionais e de outros segmentos Porto Velho tem chances de não somente manter sete das 24 cadeiras da Ale-RO, mas até ampliar o número de parlamentares nas eleições deste ano. Dos 23 vereadores reeleitos e eleitos, temos vários em condições de concorrer como a vereadora Sofia Andrade (PL), pré-candidata a deputada federal, e os colegas de câmara, Márcio Pacele (Republicanos), o mais bem votado em 2024 com 4.692 votos. Thiago Tezzari (PSDB), Marcos Combate (Agir), Everaldo Fogaça (PSD), advogado Santana (PRD), Breno Mendes (Avante), que também são vereadores de Porto Velho e pretendem entrar na disputa a deputado estadual este ano, além de os já citados. A disputa pelas 24 cadeiras da Ale-RO promete ser das mais concorridas tanto na capital como no interior. Quem não estiver bem focado ficará pelo meio do caminho...
Respigo
Os prefeitos-eleitos de Porto Velho e Ji-Paraná, que estão no primeiro mandato, Leo Moraes, que é presidente do Podemos em nível nacional, e Affonso Cândido (PL), de Ji-Paraná, respectivamente, não deverão concorrer a cargos eletivos nas eleições de outubro deste ano. E estão corretos, porque iniciaram o primeiro mandato e seria um risco muito grande renunciar 18 meses depois, ou seja, seis meses antes das eleições, para poder concorrer, pois foram eleitos para um mandato de 4 anos +++ O ex-senador Acir Gurgacz, presidente regional do PDT cometeu esse erro, quando foi prefeito de Ji-Paraná realizando um ótimo trabalho em 18 meses. Renunciou, na época, para disputar o Governo do Estado e não se elegeu +++ Ji-Paraná perdeu muito com a sua renúncia e a posse do vice, Leonirton Rodrigues, o Nico, que não conseguiu seguir o ritmo de Acir. E também o Estado, porque Acir demonstrou que, além de bom administrador, pois é um empresário vencedor, e, também na área pública, na rápida passagem pela Prefeitura de Ji-Paraná +++ Mas três ex-prefeitos vêm com tudo para as eleições deste ano, que elegerão presidente da República, governadores e os vices; duas das três vagas ao Senado dos Estados e Distrito Federal, Câmara Federal e Assembleias Legislativas. Hildon Chaves (dois mandatos seguidos em Porto Velho), que está deixando a presidência do PSDB para se filiar ao União Brasil; Flori Cordeiro (Podemos), de Vilhena e Adailton Fúria (PSD), ambos reeleitos em 2024 para o segundo mandato, também nomes de ponta para a sucessão estadual deste ano.



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