Publicada em 12/01/2026 às 15h21
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, discutiu com o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, a possibilidade de uma intervenção no Irã, revelou a agência de notícias Reuters neste domingo (11). Eles conversaram ao telefone no sábado.
A discussão entre os representantes dos EUA e de Israel —os países são aliados históricos— ocorre em meio protestos generalizados contra o governo do Irã registrados nos últimos dias, que vem escalando tanto em escala quanto em violência.
Por conta da situação, Israel está em alerta máximo diante da possibilidade de qualquer intervenção dos EUA no Irã, afirmaram três fontes israelenses à Reuters. No sábado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, renovou as ameaças ao dizer que o Irã está "buscando a liberdade" e que os EUA estão "prontos para ajudar".
A mídia norte-americana afirmou que Trump está pensando o que fazer em relação ao país do Oriente Médio: segundo o "The New York Times", ele foi informado por membros de seu governo sobre opções disponíveis para um ataque militar, e segundo o "Axios", ele considera diferentes alternativas para apoiar os manifestantes iranianos.
A princípio, o plano de intervenção partiria apenas dos EUA, e Israel não sinalizou até o momento o interesse em intervir no rival regional, segundo a Reuters. Mesmo assim, as tensões entre israelenses e iranianos continuam elevadas desde a guerra de 12 dias em junho de 2025. Netanyahu afirmou neste domingo estar "observando atentamente" aos protestos no Irã.
Em resposta a Trump, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, acusou neste domingo os EUA e Israel de "semear caos e desordem" no país ao fomentar confrontos nas ruas. O governo iraniano já havia acusado "mercenários" de ambos os países de participar dos protestos. O Irã também ameaçou retaliar contra Israel e bases militares dos Estados Unidos caso o país seja alvo de um bombardeio norte-americano.
Neste domingo, o número de mortos nos protestos no Irã subiu para ao menos 192 pessoas, segundo a ONG "Iran Human Rights", com sede na Noruega, e o chefe da polícia do Irã disse que "o nível de confronto contra os manifestantes se intensificou". Anteriormente, Trump ameaçou atacar o Irã se o regime matar manifestantes pacíficos.
Pezeshkian também pediu para que a população se distancie do que chamou de "badernistas e terroristas". Ao mesmo tempo, Pezeshkian buscou uma conciliação com a população ao dizer que o governo está pronto para "ouvir seu povo" e está determinado a resolver as questões econômicas.



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