Publicada em 12/01/2026 às 15h11
O número de mortos nos protestos contra o regime Khamenei no Irã subiu para 648 nesta segunda-feira (12), segundo um grupo de direitos humanos que monitora a crise no país. Diferentes ONGs têm denunciado massacre realizado pelo governo contra os manifestantes.
O novo balanço das mortes nos protestos, que já duram duas semanas e se expandiram em escalara e violência nos últimos dias, é da ONG norueguesa Direitos Humanos do Irã (IHR, na sigla em inglês), uma organização baseada em Oslo que faz o levantamento com base em fontes dentro do Irã. Outras ONGs também monitoram os protestos no Irã e também têm reportado aumento das vítimas.
“A comunidade internacional tem o dever de proteger manifestantes civis contra assassinatos em massa cometidos pela República Islâmica”, disse o diretor da IHR, Mahmood Amiry-Moghaddam, ao comentar o novo balanço de mortes verificado pela ONG.
O número real de manifestantes mortos nos protestos, no entanto, pode ser ainda maior, e o IHR estima que pode ser maior que seis mil. Enquanto essas organizações começaram a denunciar um "massacre" contra os manifestantes no final de semana, a polícia do regime Khamenei disse que "escalou" sua resposta aos protestos. (Leia mais abaixo)
O Irã está isolado do resto do mundo após o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, ter cortado a internet por conta da evolução dos protestos. Por conta disso, não se sabe ao certo o número total de vítimas, porém, as organizações têm recebido relatos de que as forças de segurança iranianas dispararam contra os manifestantes.
O governo iraniano não está divulgando regularmente números oficiais da atuação policial nos protestos e acusa os EUA e Israel de se infiltrarem nos protestos e os culpam pelas mortes ocorridas nos movimentos. O chefe da polícia do Irã, Ahmad-Reza Radan, afirmou no domingo que as forças de segurança "escalaram o nível de confronto contra os manifestantes".
O chanceler do Irã, Abbas Araqchi, afirmou que os protestos se tornaram mais sangrentos após ameaça de intervenção feita pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Trump avalia opções militares contra o Irã, segundo a mídia dos EUA, e afirmou que "está pronto para ajudar os manifestantes". Ele disse no domingo que o governo iraniano entrou em contato para propor a negociação de um acordo para regular seu programa nuclear.
O governo Trump falou com o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, inimigo do Irã, estar estudando a possibilidade de intervenção em Teerã. A Guarda Revolucionária do Irã, um importante ator militar no país, afirmou que proteger a segurança nacional é um ponto inegociável.



Comentários
Seja o primeiro a comentar!