Publicada em 13/01/2026 às 09h12
Promotores da Coreia do Sul pediram nesta terça-feira (13) que o ex-presidente Yoon Suk Yeol receba a pena de morte por sua tentativa fracassada de impor uma lei marcial no país enquanto estava no cargo. A informação é da agência de notícias sul-coreana Yonhap.
“Promotores especiais solicitaram a pena de morte para o ex-presidente Yoon, apontado como o ‘líder da insurreição’”, afirmou a Yonhap durante a audiência final do julgamento por insurreição, realizada em Seul.
Yoon foi destituído e preso em 2025. Ele foi solto por um breve período, mas voltou à prisão em julho. O político, que teve seu impeachment confirmado no dia 3 de abril, segue sendo investigado por sua decisão de decretar lei marcial no país em dezembro de 2024. (Relembre o caso mais abaixo)
Segundo a Yonhap, os promotores descreveram o ex-presidente como o líder de uma insurreição que buscou se manter no poder ao assumir o controle do Judiciário e do Legislativo durante audiência no Tribunal Distrital de Seul nesta terça.
O ex-presidente de 65 anos está sendo processado pela Corte Constitucional sul-coreana, e procuradores o acusam de tentar dar um golpe de Estado. Yoon rejeita todas as acusações contra ele e disse que a lei marcial teria sido necessária para impedir a atuação de agentes pró-Coreia do Norte no país. No entanto, não foram encontradas evidências suficientes para sustentar sua tese.
O decreto de lei marcial de Yoon mergulhou a Coreia do Sul em uma crise política que se estendeu por quase todo o ano de 2025. O país tem um longo histórico de golpes de Estado. Um novo presidente assumiu o cargo após eleições e buscou recolocar o país nos eixos.



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